O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou quatro metas abrangentes para aumentar a rastreabilidade de doenças animais para proteger a saúde em longo prazo, a comercialização e a viabilidade econômica da indústria pecuária norte-americana.

Segundo nota do USDA, o subsecretário para os Programas de Regulamentação e Marketing do USDA, Greg Ibach, afirmou que um sistema abrangente é necessário para a melhor proteção contra um surto potencialmente devastador, como de febre aftosa, por exemplo.

“Temos uma responsabilidade para com esses produtores e a agricultura americana como um todo para tornar a rastreabilidade de doenças animais o que deveria ser: um sistema moderno que rastreia animais desde o nascimento até o abate usando tecnologia acessível, que permite ao USDA rastrear rapidamente animais doentes e expostos para impedir que as doenças se espalhem”, disse Ibach no comunicado.

As quatro metas do USDA para aumentar a rastreabilidade são:

– Promover o compartilhamento eletrônico de dados entre autoridades federais e estaduais de saúde animal, veterinários e indústria, incluindo o compartilhamento de dados básicos de rastreabilidade de doenças animais com o repositório federal de eventos de saúde animal (AHER);

– Uso de identificadores eletrônicos para animais que requerem identificação individual para tornar a transmissão de dados mais eficiente;

– Melhorar a capacidade de rastrear animais do nascimento ao abate através de um sistema que permita a conexão das etapas de rastreamento;

– Elevar a discussão com os Estados e a indústria para trabalhar em direção a um sistema em que os certificados de saúde animal sejam transmitidos eletronicamente de veterinários particulares para autoridades estaduais de saúde animal.

O USDA reconhece que alguns setores da indústria pecuária já investiram muito em infraestrutura para desenvolver programas de rastreamento e afirma que esses novos objetivos complementam o que esses segmentos já estão fazendo e que eles ajudarão a aumentar a rastreabilidade por toda a cadeia.

O Departamento começará a implementar as metas no ano fiscal de 2019. A agência disse que trabalhará com os Estados e a indústria para estabelecer padrões de referência apropriados para mostrar progresso.

Identificadores eletrônicos
O USDA disse que não exigirá o uso de identificadores específicos. Os dispositivos eletrônicos permitirão que os animais se movimentem mais rapidamente através de portos, mercados e vendas, e também ajudarão a garantir uma resposta rápida quando ocorrer um evento de doença, disse a agência. Para ajudar na transição para a identificação eletrônica, o USDA disse que está encerrando o programa gratuito de identificadores de metal e, em vez disso, colaborará com participação nos custos de identificadores eletrônicos.

Fonte: Allflex.