O adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília (DF) elevou sua projeção para a safra de soja do Brasil para 131,5 milhões de toneladas na temporada 2020/21. A previsão é cerca de 500 mil toneladas maior do que a publicada em outubro. A produtividade estimada pelo adido é de 3,416 toneladas por hectare, ante 3,40 toneladas por hectare previstas em outubro. A estimativa de produtividade considera que os padrões climáticos serão normais no restante da temporada de cultivo.
A previsão de área plantada em 2020/21 foi mantida em 38,5 milhões de hectares, em comparação a 36,9 milhões de hectares no ciclo anterior.
O adido observou que o plantio na atual temporada sofreu atrasos de até seis semanas em algumas áreas por causa do clima mais seco do que o normal. “Embora essas questões climáticas sinalizem problemas potenciais para a safra 2020/21, é muito cedo para revisar a estimativa de produtividade”, disse o adido em relatório.
As exportações no ano comercial 2020/21 foram mantidas em 85 milhões de toneladas, apesar dos atrasos no plantio, que devem atrasar também o início da temporada de exportações, segundo o adido. O volume deve superar o recorde de 2017/18, quando foram exportados 83,7 milhões de toneladas. A projeção é baseada nos estoques disponíveis e no câmbio extremamente favorável, disse o adido. A previsão também considera que a demanda global por soja não vai cair acentuadamente por causa da segunda onda da pandemia de covid-19.
A projeção para importações brasileiras de soja em 2020/21 foi elevada de 500 mil para 800 mil toneladas. A revisão foi motivada pela expectativa de oferta temporariamente mais apertada por causa dos atrasos no plantio e, consequentemente, na colheita.
A estimativa de esmagamento de soja no Brasil em 2020/21 foi mantida em 45,5 milhões de toneladas. A projeção é baseada na oferta disponível e na expectativa de maior demanda por farelo e óleo, disse o adido. (AE)