A rápida expansão da capacidade de abate de bovinos do parque frigorífico nacional, viabilizada pela reabertura de abatedouros que estavam fechados há muitos anos, está cobrando uma fatura indigesta das indústrias.
Por causa da maior concorrência por boi gordo – o que agrada aos pecuaristas, mas incomoda a indústria -, a rentabilidade dos frigoríficos deteriorou-se especialmente no primeiro trimestre de 2018, de acordo com dois executivos de companhias de médio porte consultados pelo Valor.
Além disso, os preços baixos da carne de frango e da carne suína pressionam as cotações da carne bovina no mercado brasileiro, o que dificulta eventuais repasses de preços dos frigoríficos para recompor as margens, afirmou o analista da consultoria MB Agro, César Castro Alves. “O curto prazo é tenso”, sintetizou.