Gustavo Rezende Machado é trainee pela Agrifatto
O indicador do CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) subiu 4,12% nos últimos 30 dias, passando de R$ 139,55/@ para os atuais R$ 145,30/@ à vista e livre de Funrural.
A última vez que o indicador alcançou este patamar foi em 27 de janeiro de 2017, quando fechou a R$ 146,50/@.
O fato é que, em preparação para o final do ano, as indústrias ampliaram suas programações de abates e deram sustentação às cotações, especialmente a partir da segunda metade de novembro.
Mas apesar de tendência primária de alta, correções desse movimento podem ocorrer no médio prazo, pela possibilidade de queda do consumo no início de 2018 e aumento crescente da oferta de animais terminados.
Plantas localizadas em regiões com maior disponibilidade de bovinos prontos para o abate, como é o caso do Mato Grosso do Sul e Paraná, conseguiram estender suas escalas até o início de janeiro, em torno de 13 dias úteis.
Já para a maior parte das unidades, as escalas se concentram entre 7 e 10 dias, como é o caso de São Paulo, Mato Grosso, Rondônia e Minas Gerais.
Goiás continua com a oferta de animais restrita, e assim o diferencial de base com São Paulo permanece estreito, com os preços neste estado em torno de R$ 144,50/@ à vista e livre de Funrural.
No atacado, a carcaça casada bovina subiu 5,90% desde o início de dezembro, com média em torno de R$ 10,00/kg.
O frango resfriado e a carcaça especial suína caíram, respectivamente, 1,36% e 3,40% para o mesmo período, cotadas em torno de R$ 3,60/kg e R$ 6,00/kg.