Gustavo Rezende Machado é trainee pela Agrifatto

 

A queda acentuada do consumo de carne no atacado nesta segunda metade do mês reduz a necessidade da indústria em originar matéria-prima, mantendo as escalas uniformes desde o início do ano, e em consequência, os preços no físico registram estabilidade ou ainda leve viés baixista.

A pressão negativa as cotações também se registram na B3 (antiga BM&FBovespa), hoje o contrato de janeiro/18 além de alcançar o quinto dia de queda, também registrou o maior volume de contratos negociados desde 23 de novembro de 2017.

No momento, o vencimento encontra-se em suporte de preço em R$ 146,20/@, sendo esse possivelmente o balizador das cotações ao longo de janeiro.

Para fevereiro, espera-se manutenção do consumo de carne no atacado, porém, a pressão negativa deve prevalecer pela maior disponibilidade de animais terminados, com o mercado futuro apontando cotações levemente menores, neste momento em R$ 145,85/@.

Já as programações de abates em São Paulo e Rondônia estão em 6 dias úteis, enquanto que em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso têm média em torno de 5 dias. Mato Grosso do Sul e Tocantins seguem com maior disponibilidade de bovinos terminados, e média de 8 dias úteis.

Os preços das carnes no atacado têm registrado curva negativa desde o início do ano, com a carcaça casada bovina caindo 2,81% neste período, e atualmente em R$ 9,70/kg. O frango resfriado e a carcaça especial suína recuaram respectivamente 7,00% e 5,95% no mesmo intervalo, com cotação em R$ 3,40/kg e R$ 5,95/kg.

Segundo os dados parciais deste mês, os spreads das indústrias (diferença entre o preço da carne vendida no atacado e do preço pago pela arroba do boi gordo), também exibem recuo de 0,30% entre dezembro e janeiro.

Por fim, o Instituto Mato-grossense de Economia Aplicada – IMEA, destaca que o número de cabeças abatidas entre 2016 e 2017 naquele estado subiu 3,55%. O descarte de fêmeas foi o principal determinante deste aumento, subindo 13,28% para o mesmo período.

A maior participação de fêmeas nos abates deve persistir em 2018, especialmente entre janeiro e março, contribuindo para inibir novas altas.