A utilização da capacidade frigorífica em Mato Grosso atingiu o maior valor da história em agosto. O uso das instalações ficou em 63,85%, de acordo com boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). De acordo com a nota, o novo recorde é fruto, principalmente, da evolução no abate de bovinos dentro do Estado, que atingiu em agosto o número de 524,79 mil animais, maior volume dos últimos 55 meses.

“Como a oferta de animais em Mato Grosso tem apresentado sinais de manutenção nos atuais patamares, a tendência é de que os frigoríficos continuem a registrar uma ociosidade menor do que a média histórica. Diante disto, com o ciclo pecuário ainda apresentando sinais de expansão na oferta, as plantas frigoríficas observam um melhor panorama”, diz o instituto no boletim.

Reposição

Com o planejamento da atividade pecuária para o ano de 2019 já se iniciando em algumas propriedades do Estado, a necessidade de compra de bovinos para repor o estoque, mesmo que timidamente, já começa a aparecer. “Diante disto, o pecuarista que foi ao mercado em busca de boi magro, garrote ou bezerro desmama (8 meses) durante o mês de setembro encontrou a menor cotação dos últimos sete meses para todas estas categorias, estabelecendo-se em R$ 1.708,74/cab, R$ 1.484,40/cab e R$ 1.046,33/cab, respectivamente”, afirma o Imea.

Ainda que tenham visualizado um melhor cenário na compra de bovinos, os recriadores e “engordadores” mato-grossenses observam que o ágio dessas categorias de reposição ante o boi gordo ainda está maior que a média histórica. Desta forma, o panorama que se desenha é de uma recria/engorda com um leve alívio dos custos, no entanto, ainda com a rentabilidade pressionada.

Fonte: Imea.