Chegou no fundo?
Depois de seis sessões seguidas de queda, os contratos futuros de milho fecharam no campo positivo na B3. Em Chicago, a forte elevação nas cotações futuras do óleo impulsionaram as cotações de soja grão
Milho 
No mercado interno, o milho segue em desvalorização ao longo dessa semana, recuando mais 1,15%, com a saca alcançando R$ 87,92. Depois de seis sessões seguidas de queda, nesta quinta-feira o dia foi de ajuste positivo para o milho. A movimentação positiva do dólar neutralizou parte das quedas em Chicago, fomentando a correção na B3. O pregão regular fechou em R$ 77,33/sc para o contrato maio/25 (CCMK25), alta de 0,32% frente ao último fechamento.
Para os contratos futuros de milho na bolsa de Chicago, o movimento foi baixista. Apesar do volume de vendas de exportação nos EUA estar dentro do esperado, os preços sentiram a pressão do viés negativo nas cotações de trigo. O contrato maio/25 (ZCK25) recuou 0,28%, encerrando a sessão regular a US$ 4,50/bu.
Boi Gordo 
O mercado físico do boi gordo se mostrou otimista nesta quinta-feira (27/03), e as cotações do animal terminado registraram ajustes positivos em grande parte do país. Com as chuvas mantendo o pasto em boas condições, o pecuarista consegue segurar mais a oferta, enquanto a indústria começa a oferecer valores maiores para completar suas escalas de abate, que se encontram, em média, em 7 dias úteis no cenário nacional.
O destaque foi para São Paulo, que apresentou um incremento de 1,11% no comparativo diário, com a arroba precificada em R$ 319,74, o maior patamar desde 14/02/2025. A única praça que “nadou contra a maré” foi o Pará, que registrou um recuo de 0,07%, com a arroba cotada a R$ 292,78. No mercado futuro, os contratos acompanharam o ritmo do físico, registrando alta no comparativo diário. O vencimento de março/25 foi cotado a R$ 317,00/@, um avanço de 0,96%.
No setor atacadista, a expressiva redução na oferta de fêmeas, aliada à dificuldade na aquisição de machos, que encurtou as escalas de abate e resultou em um volume de carne com osso significativamente menor nesta quinta-feira em relação às semanas anteriores. Diante desse cenário, observou-se um incremento na cotação de alguns cortes, como o traseiro bovino, que foi cotado a R$ 23,95/kg, registrando alta de 2,13% no comparativo diário.
Soja 
No mercado doméstico, a soja registrou uma valorização de 1,07% na última quinta-feira, alcançando R$ 133,13 a saca, com influência das valorizações do mercado internacional e da alta do dólar em relação ao real.
Para as cotações futuras da oleaginosa o dia na CBOT foi positivo. As cotações de óleo de soja em Chicago foram o principal direcionador, com o volume de vendas de exportação dos EUA acima do esperado as cotações futuras do produto subiram mais de 3%. O contrato futuro de soja grão de vencimento mais próximo, maio/25 (ZSK25), subiu 1,57%, fechando o pregão regular a US$ 10,17/bu.