A BRF (dona da Sadia e Perdigão) anunciou ontem, 19, acordo para a venda da unidade argentina Avex, por US$ 50 milhões (cerca de R$ 194 milhões), para as empresas locais Granja Trés Arroyos e Fribel. A Avex, que produz alimentos à base de frango e margarinas, tem três fábricas.
Além da venda da Avex, a BRF também concluiu a criação de um fundo de investimento em direitos creditórios (Fidc), que conseguiu distribuição inicial de R$ 875 milhões em cotas. O Fidc tem como objetivo adquirir direitos creditórios de operações comerciais realizadas com clientes no Brasil.
Com essas operações e outras já anunciadas, a BRF conseguiu atingir R$ 1,9 bilhão em desinvestimentos e reestruturações. A meta, no entanto, era chegar a R$ 5 bilhões ainda em 2018. Isso não ocorreu porque a companhia não conseguiu vender todos os ativos que colocou no mercado. Ainda negocia a venda da argentina Campo Austral e de operações na Europa e na Tailândia. No início deste mês, a companhia vendeu a Quickfood para a Marfrig.
“No caso de Campo Austral, já estamos em negociações avançadas”, disse Lorival Luz, diretor de operações globais da BRF. O prazo para recebimento de propostas para os outros ativos foi adiado em uma semana. “As ofertas serão recebidas até o fim desta semana. A expectativa é concluir as vendas em janeiro”, disse. Ontem, as ações da companhia, que chegaram a ser negociadas em alta durante o dia, encerraram com queda de 2,36%, a R$ 22,75.
Financiamento
A BRF também contratou R$ 500 milhões em linhas de financiamento com o BTG Pactual, dos quais R$ 375 milhões em Nota de Crédito à Exportação (NCE) com prazo de dois anos e R$ 125 milhões em Cédula de Crédito Bancário Rural (CCB) com prazo de 396 dias corridos.
Segundo Luz, o grupo realizou também rolagem de R$ 550 milhões com Itaú Unibanco de dívidas, com prazos de vencimentos entre 2019 e 2020. (AE)