Milho

A comercialização com o cereal seguiu relativamente lenta na última semana, com os recuos das referências no balcão desestimulando a ponta vendedora a vir ao mercado. Por outro lado, a demanda também se mostra mais fria, incluindo neste ambiente, a participação do mercado internacional.

E com o fechamento do CEPEA caindo 1,24% na última sexta-feira para R$ 34,29/sc, as negociações podem continuar lentas nos próximos dias.

Neste sentido, variações positivas para o câmbio poderiam ampliar as vendas, com o dólar iniciando a semana sustentando os patamares recente em R$ 3,93.

E sem mudanças na conjuntura, os preços no mercado físico continuam pressionados, a referência no Norte do Paraná fica ao redor de R$ 30,50/sc. Já no porto de Paranaguá baliza-se em R$ 34,75/sc.

Em Dourados/MS, a saca de milho fica ao redor de R$ 26,00/sc, e para entrega na safrinha o cereal fica em torno de R$ 23,00/sc, mas sem reporte de novas negociações.

Boi gordo

Frigoríficos devem monitorar o escoamento do atacado neste início de semana e aguardar a virada do mês para expandir seus estoques.

Nesta quarta-feira (01/mai), o feriado do Dia do Trabalho deve aumentar pontualmente o consumo de carne bovina, mas não deve impactar significativamente o mercado atacadista.

Além disso, o feriado retira pecuaristas do mercado e a maioria das indústrias não abaterá animais. Assim, as escalas devem passar por encurtamento pontual, porém não deve ser suficiente para segurar os preços caso a oferta de animais aumente.

Nas praças levantadas pela Agrifatto, a média das escalas fechou a semana em 8,1 dias, maior valor desde novembro/18. Já a arroba média a prazo, recuou 0,14% no comparativo semanal.

Na última sexta-feira (26/abr), o indicador Esalq/B3 ficou em R$ 156,10/@, queda de 0,67% no comparativo diário. Para liquidação dos contratos da B3 referentes a abril, a média parcial está em R$ 157,07/@ (3/5).

No mercado futuro, o vencimento abril fechou a última semana negociado em R$ 156,65/@ (-0,06%). Os contratos para maio e outubro encerraram o dia em R$ 153,45/@ (-0,62%) e R$ 159,00/@ (-0,47%), respectivamente.

No atacado, a carcaça casada bovina caiu 1,35% no comparativo semanal e está cotada em R$ 10,59/kg.

Soja

Amanhã (30.abr) terá início as novas negociações entre EUA e China, e informações positivas sobre o encontro poderá refletir em variações positivas em Chicago, já que representa maior demanda asiática pelo produto norte-americano.

O clima por lá continuar no radar, e após certo otimismo para as condições climáticas, novas informações ainda apontam para o início de temporada mais frio e mais úmido. Portanto, o risco climático permanece e deve continuar gerando volatilidade nas próximas semanas.

E a peste suína africana fica como o terceiro fator a continuar pesando sobre os futuros da soja na CBOT. A doença que está reduzindo rapidamente o plantel chinês deve impactar negativamente a demanda de soja do gigante asiático, colaborando para o cenário baixista sobre o valor do grão.

No mercado doméstico as cotações se mostram regionalizas já há algumas semanas, com os preços subindo em Paranaguá no final da última semana (+0,85% para R$ 76,10/sc). Já em Rondonópolis a referência caiu 1,80% para R$ 64,70/sc.

Cotações parciais

Boi gordo
Abr/19: 156,75 / 0,00
Mai/19: 153,50 / 0,00
Jun/19: 153,15 / 0,00
Jul/19: 155,00 / 0,00
Out/19: 158,75 / -0,25

Milho
Mai/19: 32,88 / -0,68
Jul/19: 31,00 / -0,28
Set/19: 31,60 / -0,26
Nov/19: 33,93 / 0,00

Soja – Mini contrato – CME (B3)
Mai/19: 18,82 / 0,00
Jul/19: 19,11 / 0,00
Ago/19: 19,39 / 0,00

Soja – CBOT
Mai/19: 856,50 / 2,75
Jul/19: 870,00 / 3,00
Ago/19: 875,75 / 2,50
Set/19: 881,00 / 2,75

Dólar comercial: 3,93

Dólar Futuro
Mai/19: 3933,50 / 2,50
Jun/19: 3942,00 / 1,00
Jul/19: 3972,00 / 0,00