Manda pro Brasil!
Com demanda intensa, mercado brasileiro se torna atrativo e com isso direciona carne paraguaia que iria para Taiwan.
Boi Gordo
Nesta quarta-feira, o cenário do mercado físico do boi gordo foi de valorização na maioria das praças. Com destaque para o Paraná, que, com o boi gordo cotado a R$ 336,00/@, indicou um avanço de 1,05% no comparativo diário. Já Tocantins foi para o lado oposto, sendo a única região monitorada a recuar, indicando uma desvalorização diária de 0,14% e finalizando o dia a R$ 311,32/@. Na B3, o movimento negativo se manteve na maioria dos contratos, com exceção de nov/24, sendo o fev/25 o vencimento com a maior desvalorização (-2,73%), estabelecendo-se em R$ 323,00/@.
No cenário do mercado internacional de carne bovina as negociações com a China “pisaram no freio” após semanas consecutivas de alta, com valores ofertados de US$ 100/t mais baixos no comparativo semanal e em situação de espera para avaliar o desempenho das vendas dentro do país. No Paraguai, a demanda brasileira por carne bovina aumentou, tornando o boi paraguaio uma opção competitiva, fazendo com que cargas que teriam como destino Taiwan começassem a ser direcionadas para o Brasil, a diferença do preço do boi paraguaio para o brasileiro já ultrapassa os 4%.
Milho
Em Campinas/SP, o milho encerrou novamente em queda de 0,83%, com a saca cotada a R$ 72,51, impactado pela retração nas negociações e oferta no mercado paulista. Na B3, os futuros de milho apresentaram variações mistas na última quarta-feira. O dólar continuou renovando máximas históricas frente ao real, sustentando parte do mercado, enquanto os preços da commodity na Bolsa de Chicago encerraram próximos da estabilidade. O contrato janeiro/25 (CCMF25) oscilou +0,38%, fechando o pregão regular de 27/11 cotado a R$ 70,78/sc.
Na CBOT, os futuros de milho seguiram pressionados pelo movimento negativo do trigo, embora alguns vencimentos tenham se estabilizado. O contrato março/25 (ZH25) encerrou a sessão diurna de 27/11 cotado a US$ 4,28/bu, sem variação em relação ao fechamento anterior.
Soja
Em contrapartida do mercado internacional e dólar em alta, a soja encerrou a última quarta-feira estavel com a saca cotada a R$ 141,75 na referência de Paranaguá/PR.
Apesar da expressiva queda nos preços do óleo de soja na última quarta-feira em Chicago, outros fatores deram suporte às cotações do grão. A alta do farelo de soja e o anúncio de novas vendas de 132 mil toneladas de soja dos EUA para a China na temporada 2024/25 impulsionaram os preços. O contrato janeiro/25 (ZSF25) subiu 0,53%, encerrando a sessão regular de 27/11 cotado a US$ 9,89/bu.