Milho
No último encontro do G7, realizado no domingo (25/ago) na França, o presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos chegaram a um pré-acordo comercial com o Japão.
O governo norte-americano informou se tratar de um amplo acordo, que poderá englobar mais de US$ 7 bilhões em mercadorias, incluindo produtos agrícolas.
Neste sentido, o Japão pode comprar o excesso de milho norte-americano, e se confirmado, colocará um novo suporte mais alto de preços em Chicago.
Aliás, os futuros do milho avançam ao redor de 2,00 cents/bushel na primeira hora do dia (26). Por outro lado, as cotações continuam fragilizadas, e podem devolver os ganhos ao longo do pregão hoje.
Na esteira, os contratos de milho na B3 também encontram espaço para recuperação técnica, mas podem mostrar resistência em superar as próximas resistências gráficas.
No mercado físico, os produtores continuam resistentes em abrir o silo nos atuais patamares de preços, alimentando expectativas de que a queda de braço deve continuar ao longo desta semana.
Boi gordo
Na sexta-feira (23/ago), o mercado físico do boi gordo manteve-se lateralizado, apesar de um bom número de negócios registrados em algumas regiões.
No atacado, a carcaça casada bovina avançou 0,4% na última semana, fechando com média no atacado paulista em R$ 10,37/kg.
O spread (diferença de preços entre a carne bovina vendida no atacado e a arroba do boi gordo), começou o mês negativo, mas mostrou recuperação nas últimas semanas, fechando a sexta-feira com média em 0,77%.
Na sexta-feira (23/ago), o indicador Esalq/B3 ficou em R$ 156,10/@, alta de 0,68% no comparativo diário. Na B3, o contrato para outubro/19 foi o mais negociado do dia, com fechamento em R$ 160,45/@ – alta de 0,15 pontos ante o fechamento anterior.
Na Ásia, foram encontrados mais 10 (dez) focos de peste suína africana no Laos, totalizando 22 focos e mais de 5,3 mil animais sacrificados.
Soja
As últimas duas semanas foram de negociações aquecidas nos portos brasileiros, especialmente com a escalada das tensões comerciais entre EUA e China.
As valorizações dos prêmios e os avanços cambiais estimularam novas negociações com a soja brasileira. Houve reporte de negociação por R$ 88,00/sc no porto de Paranaguá, com entrega e pagamento no próximo mês.
Na última semana, o dólar alcançou o maior patamar desde o período pré-eleições presidenciais, fechando em R$ 4,115 na última sexta-feira (23) – maior valor desde 19 de setembro/18.
Além disso, EUA e a China exibem maior disposição em aliviar as tensões comerciais, com Donald Trump anunciando nesta segunda-feira (26), que os dois países devem voltar à mesa de negociações.
Com o otimismo renovado, os preços futuros da soja recuperam parte das perdas registradas na última semana, subindo ao redor de 9,75 cents/bushel nesta manhã.
Avanços das negociações também devem mexer com os prêmios nos portos brasileiros, mas vale destacar que a recuperação em Chicago e as altas recentes para o dólar, são fatores positivos para o lado vendedor.