Volume reduziu, mas o preço subiu
Houve um recuo no volume semanal de carne bovina in natura exportada, porém o faturamento e o preço médio seguem avançando.
Boi Gordo
Nesta segunda-feira o mercado físico atuou com desvalorização na maioria das praças. O destaque do dia foi Mato Grosso do Sul, que registrou um avanço de 0,59% no comparativo diário, com o boi gordo sendo precificado a R$ 337,05/@. Em direção oposta, ficou São Paulo, o estado a apresentar o maior recuo diário (-0,18%), finalizando o dia a R$ 348,36/@. Enquanto isso, na B3, o otimismo prevalece com alta em todos os contratos futuros do boi gordo no comparativo diário. O vencimento de fev/25 teve destaque, com a maior valorização do dia (1,38%), renovando a máxima do contrato em R$ 342,65/@.
Na terceira semana de nov/24, as exportações de carne bovina in natura totalizaram 42,65 mil toneladas, uma redução de 33,17% em relação à semana anterior. Com isso, a projeção total mudou para 228 mil toneladas, o que ainda representa um aumento de 21,29% em relação a nov/23. Por outro lado, o preço médio registrou uma alta de 0,62%, atingindo US$ 4,86 mil/t. Até o momento, a receita acumulada no mês alcança US$ 875,47 milhões, com uma média diária de US$ 62,53 milhões, refletindo um avanço anual de 44,88%.
Milho
Em Campinas/SP, a semana para o cereal inicia em estabilidade com a saca referenciada em R$ 73,48. Na B3, os futuros de milho ampliaram a sequência de quedas diárias nesta segunda-feira, refletindo o movimento negativo das cotações do cereal em Chicago, a estabilidade do dólar frente ao real e a acomodação dos preços internos da commodity. O contrato janeiro/25 (CCMF25) recuou 1,12%, encerrando o pregão regular de 25/11 cotado a R$ 71,31/sc.
Os futuros de milho começaram a semana em baixa na Bolsa de Chicago, pressionados pela desvalorização nos preços do trigo. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que as inspeções para embarques de milho dos EUA na temporada 2024/25 totalizaram 903 mil toneladas até a semana encerrada em 21/nov, número próximo ao teto das estimativas do mercado. O contrato março/25 (ZH25) recuou 0,52%, fechando a sessão diurna de 25/11 cotado a US$ 4,33/bu.
Soja
No mercado físico, a soja permaneceu praticamente estável cotada em R$ 141,90 a saca. A pressão do avanço do plantio e o ritmo lento das negociações seguiram impactando nos preços.
Pequenas valorizações marcaram os futuros de soja em grão nesta segunda-feira em Chicago, impulsionados pela alta do farelo de soja, apesar da queda no óleo. Ainda na segunda-feira, o USDA informou que as inspeções para embarques de soja dos EUA totalizaram 2,102 milhões de toneladas na temporada 2024/25 até 21/nov, próximo ao limite das projeções do mercado. O contrato janeiro/25 (ZSF25) valorizou 0,23%, sendo cotado a US$ 9,86/bu.