Movimento de acomodação nos grãos
Apesar da oferta spot de milho ainda limitada, as cotações futuras na B3 seguem em movimento de queda. No mercado futuro de soja, a colheita farta no Brasil e a demanda chinesa mais lenta no momento pesam sobre as cotações.
Milho
Na praça paulista Campinas/SP, o milho registrou uma queda de 0,69%, encerrando com a saca em R$ 89,12/sc, cenário oposto à manutenção dos preços nas demais regiões brasileiras. Pelo quinto dia consecutivo quedas foram registradas nos futuros de milho na bolsa de valores brasileira. Nesta terça-feira (25), a apreciação do real frente ao dólar e os recuos em Chicago fortaleceram o movimento baixista no Brasil. O contrato maio/25 (CCMK25) desvalorizou 2,20%, encerrando o pregão regular em R$ 77,72/sc.
Na mesma direção, os contratos futuros de milho fecharam em queda na CBOT. As questões geopolíticas do momento mantém sua pressão nas cotações. Dando força ao movimento, o dia foi de queda nas cotações futuras de trigo, de olho no possível acordo de paz no Mar Negro. O contrato maio/25 (ZCK25) recuou 1,45%, finalizando a sessão regular a US$ 4,58/bu.
Boi gordo
Nesta terça-feira, o mercado físico do boi gordo manteve um tom firme e otimista, com valorização na maioria das praças monitoradas. A única exceção foi o Pará, que registrou queda de 0,44%, no comparativo diário, fechando a R$ 292,36/@. O Paraná seguiu estável, enquanto os demais estados tiveram alta, com destaque para Rondônia, onde o boi gordo subiu 0,95%, alcançando R$ 265,56/@. Na B3, o mercado futuro do boi gordo seguiu em baixa, o contrato com vencimento em jul/25 foi o mais pressionado, recuando 1,30% e fechando a R$ 320,05/@. Já o mai/25 manteve estabilidade em relação ao pregão anterior, permanecendo em R$ 319,15/@. Por outro lado, set/25 foi a única exceção, apresentando uma leve alta de 0,35% e encerrando o dia cotado a R$ 332,15/@.
O mercado atacadista em São Paulo reflete a típica lentidão da segunda quinzena, com vendas fracas no atacado e varejo, além de menor reposição de estoques. Apesar de não ser preocupante por ora, a cautela é necessária para evitar impactos no otimismo do mercado físico. A demanda segue enfraquecida, e até o dianteiro, destaque na última semana, já mostra sinais de exaustão. No comparativo diário, a carcaça casada teve leve alta de 0,02%, cotada a R$ 21,38/kg. Entre os cortes, o dianteiro registrou a maior valorização, de 0,07%, sendo negociado a R$ 18,88/kg.
Soja
No mercado interno, a soja encerrou em baixa, com uma desvalorização de 1,48%, atingindo R$ 132,11. A queda do dólar, atrelado as desvalorizações do mercado internacional pressionaram as negociações.
Nesta terça-feira, as cotações futuras de soja em Chicago fecharam em queda. Com o grande volume disponível na América do Sul e demanda retraída por parte da China, as cotações sentiram a pressão. Em linha, as cotações de farelo de soja também recuaram (0,84% para o contrato mais curto). O contrato maio/25 (ZSK25) teve baixa de 0,55%, finalizando o pregão regular a US$ 10,02/bu.