Grãos em direções opostas
Enquanto o milho segue acumulando perdas nos contratos futuros, a soja avança impulsionada por sinais de aumento na demanda pelo produto norte-americano.
Milho
O milho em Campinas/SP, encerrou a última semana com preços praticamente estáveis, aos R$ 73,41. Além disso, a menor demanda pelo cereal contribuiu para uma queda na variação semanal. Oscilações mistas marcaram o desempenho dos futuros de milho na última sexta-feira na B3, refletindo o leve recuo das cotações da commodity na CBOT e o comportamento mais estável do câmbio no Brasil. Enquanto os vencimentos mais longos mantiveram-se sustentados, o contrato janeiro/25 (CCMF25) recuou 0,35%, encerrando o pregão regular de 22/11 cotado a R$ 72,12/sc.
Na CBOT, os futuros de milho acumularam perdas, seguindo o movimento de baixa observado nos contratos de trigo na mesma data. O mercado segue atento à continuidade do fortalecimento das exportações norte-americanas de milho no curto prazo, após o término da colheita nos EUA, além das questões envolvendo o conflito entre Rússia e Ucrânia. O contrato março/25 (ZH25) fechou a sessão de 22/11 cotado a US$ 4,35/bu, com uma queda diária de 0,23%.
Boi gordo
Na última sexta-feira, o mercado físico do boi gordo manteve-se aquecido, e com as escalas de abate se mantendo em 6 dias úteis na média Brasil. O destaque ficou por conta do Paraná, que registrou valorização de 2% no comparativo diário, com o boi gordo cotado a R$ 332,02/@. Por outro lado, o Tocantins foi o único estado a apresentar recuos, tanto diário (-0,34%) quanto semanal (-0,02%), encerrando a sexta-feira a R$ 309,79/@. Na B3, o otimismo predominou mais uma vez, resultando em alta para todos os contratos futuros de boi gordo no comparativo diário. O vencimento de jan/25 se destacou com a maior valorização, de 2,17%, renovando a máxima do contrato em R$ 346,30/@.
Na última semana, o mercado futuro de boi gordo apresentou um aumento de 7,11% nos contratos em aberto, alcançando 105,44 mil, impulsionado principalmente pelo avanço nas opções (+8,50%) e nos futuros (+4,70%). As CALLs cresceram 6,44% e as PUTs 4,74%, resultando em uma proporção de 42%-58%. O destaque foi a redução da exposição comprada das Pessoas Físicas (PFs) pela quinta semana consecutiva, atingindo o menor saldo desde 12/09/2024. A liquidez foi promovida pelas Pessoas Jurídicas não-financeiras, que reduziram sua posição vendida para o menor nível desde 05/09/24, sinalizando um mercado menos inflado.
Soja
No mercado físico, a soja encerrou o último dia 22/11 em queda de 0,27%, cotada em R$ 142 a saca. O clima favorável para o plantio, atrelado à perspectiva de safra recorde para a commodity, tem pressionado as negociações.
Os futuros da soja em grão registraram ganhos na última sexta-feira na Bolsa de Chicago, impulsionados por correções técnicas de alta após uma sequência de quedas diárias. O movimento foi apoiado pelo anúncio do USDA de novas vendas de 198 mil toneladas de soja dos EUA para destinos desconhecidos na temporada 2024/25. O contrato janeiro/25 (ZSF25) valorizou 0,59%, encerrando o dia cotado a US$ 9,84/bu.