Milho
Os últimos indicadores do CEPEA trouxeram valores gradualmente menores para o milho, com o fechamento mais recente caindo 0,34%, e com parcial em R$ 38,58/sc – divulgado na sexta-feira (21/jun).
Ainda de acordo com o levantamento do CEPEA, as referências de balcão pelo interior do país mostram-se mais fortalecidas na comparação semanal.
A valorização mais expressiva se registrou no norte do MT, subindo 7,9% e passando de R$ 22,83 para R$ 24,65/sc.
O Centro de Estudos da Esalq também mostrou alta expressiva em Chapadão do Sul/MS, com valorização de 6,7% ao longo dos últimos 7 dias e referência em R$ 29,25/sc.
Já na comparação diária, as variações foram regionalizadas, e enquanto subiu 0,6% em Rondonópolis (R$ 27,30/sc), houve queda de 0,2% em Rio Verde/GO (R$ 29,60/sc).
O mercado futuro também iniciou a semana operando em campo positivo, acompanhando a movimentação em Chicago. Os contratos avançam ao redor de R$ 0,50/sc na primeira meia hora do dia, e o vencimento para jul/19 tem parcial em R$ 38,10/sc no início do pregão.
Para esta semana, as indicações do físico podem ceder se novos lotes chegarem ao balcão. Entretanto, variações para o câmbio e novas atualizações para a temporada norte-americana, continuarão direcionando os preços no curto prazo.
Boi gordo
A oferta de animais terminados e o ritmo das exportações devem direcionar os preços do boi gordo na última semana de junho.
O período de menor consumo interno de carne bovina, pelo período sazonal de menor poder aquisitivo da população, diminui o ritmo do escoamento de carne do atacado, limitando o anseio da indústria por animais terminados no curtíssimo prazo.
Entretanto, na tarde de hoje (24), o Ministério da Economia divulgará os dados parciais das exportações. E a expectativa de desempenho positivo do mercado externo, mantém a perspectiva de cotações sustentadas pelos embarques aquecidos.
As escalas de abate devem continuar curtas, principalmente pela dificuldade dos frigoríficos em originar animais sem aumentar as indicações, além disso, o feriado de Corpus Christi também diminuiu a liquidez do mercado físico no final da última semana.
A virada do mês se aproxima, e a recomposição dos estoques para o início de julho entra no radar como fator a direcionar positivamente as cotações no curto prazo.
Na última sexta-feira (21), o indicador Esalq/B3 ficou em R$ 151,90/@, alta de 0,26% ante o fechamento anterior.
No mercado futuro da B3, os principais contratos passaram por leve ajuste, em dia de pouca liquidez. O vencimento junho/19 caiu 0,07% e fechou a sexta-feira (21) cotado em R$ 152,85/@. Já o contrato para outubro/19 encerrou o dia em R$ 164,25/@, queda de 0,06% no comparativo diário.
Soja
Em Chicago, os futuros iniciam a semana em campo positivo, com players posicionando-se no lado comprador antes da divulgação do novo boletim de acompanhamento das lavouras norte-americanas – o relatório será divulgado ao final do dia pelo USDA.
Os contratos de soja avançam ao redor de 7 pontos, com a movimentação técnica, os vencimentos respeitam o suporte gráfico superado na última segunda-feira.
Para o contrato mais curto, julho/19, a movimentação respeita o suporte em US$ 9,00/bushel – com parcial nesta manhã em US$ 9,09/bu.
No mercado doméstico, a liquidez do mercado físico foi enxugada pelo feriado da última semana, e se Chicago inicia em alta, o dólar começa a semana com novas desvalorizações e parcial em R$ 3,816 (-0,13% na comparação diária).
E assim, a comercialização pode seguir relativamente lenta hoje (24), com o mercado ainda em disputa de braço pelo melhor preço.
O último indicador do CEPEA, considerando cinco regiões do Paraná, fechou a semana com queda diária 1,84% e parcial em R$ 75,77/sc – trata-se do menor valor dos últimos 10 dias.