Milho
Depois de um início de semana mais lento, houve reporte de aquecimento das negociações nos portos ontem (21/ago), com o foco voltado para carregamentos em outubro.
Por outro lado, a ponta vendedora segue relutante em fechar novas vendas nos atuais patamares de preços, já que as quedas em Chicago derrubaram rapidamente as indicações nos portos.
Neste ambiente, os prêmios nos portos podem ser reajustados positivamente, caso o lado consumidor continue ativo na originação.
Os contratos futuros de milho abrem o pregão hoje em campo positivo novamente, tentando uma recuperação técnica. Entretanto, a volatilidade segue em alta, e os futuros podem alterar sua movimentação rapidamente.
No mercado físico continua uma queda de braço entre as pontas envolvidas nas negociações, e a resistência do lado vendedor em abrir o silo nos atuais patamares de preço, enxuga a liquidez do balcão.
Boi gordo
O mercado pecuário reajusta suas indicações, com a média dos negócios ficando gradualmente mais alta. Neste sentido, o predomínio de preços em SP passa a ficar entre R$ 157,00 e R$ 158,00/@ para descontar impostos.
As programações de abate atendem acima da média em grande parte das regiões, e alguns frigoríficos já estendem suas escalas até o início do próximo mês.
No atacado, mesmo com o menor consumo nesta segunda quinzena do mês, a carne bovina subiu 1,53% em relação ao mesmo período do mês passado, fechando ontem com média em R$ 10,38/kg da carcaça casada.
Nesta quarta-feira (21/08), a Agência de Segurança Alimentar da Ucrânia divulgou que irá sacrificar 100 mil suínos após detectar um surto de peste suína africana em uma das maiores granjas do país. Este caso afetou 1,6% do rebanho suíno ucraniano, e pode ser considerado o pior já registrado.
Ontem (21/ago), o indicador Esalq/B3 ficou em R$ 154,70/@, alta de 0,13% no comparativo diário. Além disso, as mínimas registradas pelo Centro de Estudos ainda impedem altas mais fortes para o indicador.
Na B3, o contrato para outubro/19 fechou em R$ 160,20/@ – avanço de 1,10 pontos ante o fechamento anterior. Já o contrato do futuro para novembro/19 fechou em 161,20 com alta de 0,6% na comparação diária.
Soja
O mercado continua atento as condições das lavouras norte-americanas, com a expedição Pro Farmer confirmando um desenvolvimento mais atrasado em relação à safra anterior.
As dúvidas sobre os rendimentos em campo permanecem, com novos riscos climáticos ao longo da temporada também no radar.
E em meio as expectativas de novas revisões para os números da safra americana, as cotações da soja avançam em Chicago na primeira hora do pregão hoje (22). As altas ficam em torno de 2 cents/bushel.
No mercado doméstico as variações foram regionalizadas, e praças de maior atuação das indústrias reajustaram para cima seus preços, enquanto em outras regiões o dólar mais fraco acomodou as indicações.
Além disso, também foi reportado negociações mais aquecidas nos portos brasileiros, especialmente para atender o mercado chinês. Estima-se que ainda exista necessidade de compra para setembro e outubro.
O movimento pode pressionar para cima os prêmios nos portos, e combinado com uma possível recuperação dos futuros em Chicago, os preços da soja podem continuar firmes por aqui.