Quer? Vai ter que pagar mais
Mesmo diante de receios, importadores chineses tem que pagar mais para garantir compra de dianteiro bovino brasileiro

Boi gordo

No mercado físico do boi gordo a ‘’avalanche’’ de altas continua, devido a uma oferta restrita de animais aptos para o abate e uma demanda consistente e intensa. Com isso, as escalas de abate recuaram em um dia útil na variação diária, atendendo 5 dias úteis. O destaque do dia foi o Goiás, indicando uma valorização de 0,88% no comparativo diário e a maior variação semanal (+3,55%), sendo assim a arroba do boi gordo ficou cotada em R$ 337,02/@ no estado. Na B3, o otimismo predominou e o contrato com vencimento em nov/24 registrou um acréscimo de 0,68%, estabelecendo-se em R$ 345,50/@.

Do outro lado do mundo, existem dificuldades em repassar os aumentos da carne bovina para o varejo. Algumas indústrias já tem ajustado seus preços de venda para cima entre US$ 100 a US$ 200/t na maioria dos cortes. Diante desse cenário, o dianteiro bovino com destino ao gigante asiático registrou acréscimo de 1,82% no comparativo semanal, situando-se em US$ 5.600/t. No entanto, o clima de cautela prevalece entre os importadores, com esses preferindo adotar uma postura receosa nas novas transações enquanto o mercado interno segue incerto. O que acaba sugerindo preocupações com a volatilidade ou a possibilidade de mudanças no cenário comercial.

Milho 

O milho em Campinas/SP sustenta o patamar próximo a R$ 73,50 com uma demanda mais reduzida para a commodity. Na B3, os principais vencimentos de milho ampliaram a sequência de quedas diárias, pressionados pela desvalorização dos futuros da commodity em Chicago e pelo ritmo lento das exportações brasileiras do cereal, mesmo diante da alta do dólar em relação ao real. O contrato janeiro/25 (CCMF25) recuou 0,84%, encerrando o pregão regular de 21/11 cotado a R$ 72,37/sc.

O movimento de baixa nos futuros de trigo e em todo o complexo da soja nesta quinta-feira, em Chicago, impactou negativamente as cotações do milho. Além disso, o USDA informou que as vendas semanais de milho dos EUA para a safra 2024/25 totalizaram 1,495 milhão de toneladas até 14/11, dentro das expectativas do mercado. O contrato março/25 (ZH25) encerrou a sessão diurna de 21/11 cotado a US$ 4,36/bu, registrando uma queda diária de 0,85%.

Soja 

No mercado físico, a soja ganha suporte pela valorização do dólar, com a saca em Paranaguá/PR cotada a R$ 142,39, avanço diário de 0,29%.

Apesar de o USDA ter reportado vendas semanais de soja dos EUA na atual temporada de 1,861 milhão de toneladas até 14/11, acima das projeções de mercado, a continuidade da queda nos derivados da oleaginosa, especialmente no óleo de soja, levou a novas perdas para o grão na quinta-feira na Bolsa de Chicago. O contrato janeiro/25 (ZSF25) desvalorizou 1,29%, encerrando a sessão regular de 21/11 cotado a US$ 9,78/bu.