Milho

As condições climáticas desfavoráveis ao desenvolvimento do cereal continuam ditando o ritmo das cotações.

E assim, os preços futuros subiram em praticamente todos os pregões desta semana, buscando as próximas resistências gráficas.

O fato é que a consolidação dos preços nestes patamares mais altos dependerá da confirmação por problemas climáticos, e neste sentido, os mapas indicam precipitações entre 25 e 40 mm nos próximos 5 dias nos estados do sudeste e Centro-Oeste.

A confirmação de chuvas em volumes suficientes pode corrigir os preços, já que o comprometimento de lavouras começam a ser registados nos estados do Sul do país.

O mapa de umidade no solo também exibe menor proporção de água disponível no MS, partes do MT e metade norte de GO.

Por fim, o indicador do CEPEA subiu 2,29% no seu último fechamento com R$ 38,86/sc – o maior valor em mais de 2 meses. A valorização do indicador deve contagiar os outros estados, pressionando a referências para cima.

Boi gordo

Mercado pecuário seguiu firme ao longo da última semana antes do Natal. Os frigoríficos que não conseguiram alongar as escalas na semana passada, ofertam preços melhores.

Entre quarta-feira e ontem (20/dez), as escalas permanecerem praticamente estáveis em todos os estados levantados pela Agrifatto. Destaque para os estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás, onde as programações de abate estão próximas a 10 dias.

A retirada temporária de pecuaristas do mercado, o baixo número de negócios e o bom ritmo do consumo podem causar volatilidade nos preços na próxima semana.

O indicador Esalq/BM&F encerrou ontem a R$ 153,50/@ (+1,59%). O levantamento realizado pelo Cepea atingiu o maior valor nominal desde 29/jul/2016, quando fechou em R$ 153,54/@.

No mercado futuro da B3, o contrato com vencimento em dezembro encerrou o dia a R$ 152,00/@ (-0,13%). Já os vencimentos janeiro e maio/19 fecharam a R$ 152,40/@ (-0,03%) e R$ 151,85/@ (-0,13%), respectivamente.

Após turbulências no setor em 2017, neste ano os preços pecuários encontraram uma maior estabilidade e firmeza ao longo do ano. Em 2019, os preços pecuários devem encontrar equilíbrio em patamares maiores e o pecuarista deve ficar atento a reposição, que deve seguir a mesma tendência.

Soja

Enquanto o milho tem trajetória altista, a soja por sua vez, perde fôlego em Chicago.

A frustração do mercado com os volumes exportados dos EUA para a China diminuiu a expectativa de maior demanda asiática – o que poderia ajudar a sustentar os preços norte-americanos.

Enquanto isso, os prêmios nos portos brasileiros já começam um tímido movimento de valorização, ampliando a perspectiva de que na segunda metade de janeiro, o produto brasileiro deve chegar aos portos com destino a China.

E assim, as cotações em Chicago perderam o equilíbrio de preços que era mantido até o início desta semana, com o contrato de jan/19 trabalhando abaixo de U$$ 9,00/bushel – o que não acontecia desde o início deste mês.

No mercado doméstico o clima tem impacto menor sobre os preços, há relatos de comprometimento especialmente em PR e no MS. Mas as perdas podem ser pontuais, com o país ainda mantendo produção em torno de 120 milhões de toneladas.

E além do clima, as incertezas acerca da guerra comercial e o câmbio recuando para R$ 3,85 (valor de 10 dias atrás), colaboram para esfriar o mercado.

Cotações parciais

Boi gordo
Dez/18: 152,80 / 0,80
Jan/19: 152,75 / 0,35
Fev/19: 153,25 / 0,00
Mai/19: 152,00 / 0,00
Out/19: 157,05 / -0,25

Milho
Jan/19: 39,65 / 0,42
Mar/19: 39,60 / 0,49
Mai/19: 37,85 / 0,35
Jul/19: 35,05 / 0,00

Soja – B3
Nov/18: 21,95

Soja – Mini contrato – CME (B3)
Jan/19: 19,76 / 0,00
Mar/19: 20,02 / 0,00
Mai/19: 20,41 / 0,00

Soja – CBOT
Jan/19: 892,00 / -1,50
Mar/19: 905,25 / -1,50
Mai/19: 917,75 / -1,50
Jul/19: 930,00 / -1,25

Dólar comercial: 3,86

Dólar Futuro
Jan/19: 3861,00 / 19,00
Fev/19: 3863,00 / 24,00
Mar/19: 3854,50 / 0,00

Ao longo do dia traremos mais negócios realizados nas praças de importância.

Bons negócios!