Ações em Brasília ressoam sobre as cotações no Brasil
Anulação do veto presidencial traz incertezas sobre futuro econômico do país, e faz dólar estremecer e flertar com os R$ 5,70, com isso cotações da soja já é vista acima dos R$ 133,00/sc.
Milho
Com um empurrãozinho do senado brasileiro, o milho viu seus preços avançar ainda mais nesta quinta-feira. A percepção de um eminente rombo fiscal, com a votação do senado da quarta-feira fez o dólar se estressar durante o dia chegando a ser negociado acima dos R$ 5,60, com isso os negócios de milho no mercado físico paulista já começam a flertar com os R$ 61,00/sc. A B3 sentiu os mesmos efeitos colaterais, e sustentado pelo dólar, viu o vencimento setembro/20 bater os R$ 60,47/sc, subindo 1% nesta quinta-feira.
Na CBOT o movimento de realização e calmaria continua, com o vencimento setembro/20 registrando leve queda de 0,15% no fechamento da quinta-feira, ficando cotado a US$ 3,25/bu. A cada dia que passa a percepção é de que os estragos sobre o milho do estado de Iowa, seja compensado pela melhora em estados como Illinois, Nebraska e Indiana. As próximas semanas revelaram o desfecho dessa cruzada.
Boi gordo
Dia de queda de braço no atacado paulista de carne bovina. A quinta-feira, dia tipicamente mais movimentado, não surpreendeu e não demonstrou força para avanços nos preços, que em algumas negociações foram aceitos valores até R$ 0,10/kg menores – indicações de R$ 14,60-14,70/@ para o boi casado. Enquanto as outras peças passam por pressão negativa, o dianteiro segue firme e estável em R$13,50/kg.
Ontem (20), a B3 foi marcada pela desaceleração de 0,11% no contrato de agosto/20, o vencimento mais próximo, fechou o dia em R$ 229,25/@ – alinhadíssimo com o físico -, durante o dia houveram apenas 50 negociações. Já em contrapartida, o outubro/20 avançou 0,48% e, com 659 contratos negociados, encerrou cotado a R$ 229,35/@.
Soja
Assim como o milho, a soja surfou na onda do dólar, e viu seus preços avançar por mais um dia nesta semana. As cotações no mercado físico brasileiro já rondam os R$ 133,00/sc nos portos do sul do país. A pressão do grão continua a ser transferida para o farelo, e com isso as cotações abaixo de R$ 1.700/t se tornam praticamente obsoletas.
Nos EUA, o dólar ganhando força frente ao real, as vendas externas norte-americanas ainda tímidas de oleaginosa e a perspectiva de uma boa produção no país afetaram negativamente as cotações da soja na CBOT. O vencimento setembro/20 desvalorizou 1,04% nesta quinta-feira, ficando cotado a US$ 9,03/bu. A sustentação da oleaginosa acima dos US$ 9,00/bu aparenta ainda ser muito frágil.
Agrifatto