2024, o ano dos abates
Com aumento de 4,39% nos abates brasileiros no 4° trimestre, os dados consolidados de 2024 trazem recordes.
Boi gordo
O cenário do mercado físico do boi gordo continua em estabilidade, sem grandes alterações em suas cotações. São Paulo registrou recuo de 0,25% ante o dia anterior e ficou precificado em R$ 310,38/@. Na contramão, a B3 encerrou o dia inteiramente negativa, com destaque para o contrato de jul/25 que teve ajuste negativo de 2,60% ante o dia anterior terminando o dia cotado a R$ 318,40/@.
O IBGE divulgou na última terça feira (18/03) os dados completos da pesquisa trimestral de abate, foram abatidos 9,56 milhões de bovinos no 4º tri de 2024, um aumento de 4,39%, no comparativo anual, e o maior da história para o período. O crescimento foi impulsionado pela fase de baixa do ciclo pecuário e pelo preço reduzido do bezerro, levando ao descarte recorde de fêmeas (16,9 milhões no ano). O abate de fêmeas cresceu 6,18%, no comparativo anual, enquanto o de machos subiu 3,24%, totalizando 5,75 milhões de cabeças no quarto trimestre. No acumulado de 2024, o país abateu 39,27 milhões de bovinos, se consolidando como o ano com maior números de abates de bovinos da história.
Milho
No mercado doméstico, o milho encerrou praticamente estável, com a saca em R$ 90,08 na referência de Campinas/SP. Forte movimento de queda nas cotações futuras de milho na bolsa brasileira nesta quinta-feira. Rumores sobre um aumento no volume de importação do grão para as próximas semanas foram o gatilho para o recuo, apesar da oferta limitada no curto prazo. O contrato maio/25 (CCMK25) caiu 3,54%, encerrando o pregão regular a R$ 80,36/sc.
O dia foi positivo para as cotações futuras de milho na CBOT. As vendas semanais de exportação do grão nos EUA, até 13/03, totalizaram 1,496 milhão de toneladas, número próximo ao teto das projeções do mercado. O contrato mais curto, maio/25 (ZCK25), avançou 1,52%, fechando a sessão diurna a US$ 4,69/bu.
Soja
No mercado interno, apesar do cenário fundamental baixista para a oleaginosa, os preços foram influenciados pelos avanços no mercado internacional. Em Paranaguá/PR, a soja encerrou a última quinta-feira com alta de 0,41%, com a saca cotada a R$ 133,32.
As vendas semanais de soja dos EUA, até 13/03, totalizaram 352,6 mil toneladas, abaixo das projeções do mercado e do volume registrado na semana anterior (até 06/03). Ainda assim, o dia foi positivo para as cotações na Bolsa de Chicago. A continuidade da China na liderança das compras do grão norte-americano ajudou a amenizar preocupações sobre a guerra tarifária no curto prazo. Na semana analisada, o país asiático foi responsável por cerca de 76% das aquisições da oleaginosa. Além disso, a valorização do petróleo e do óleo de soja contribuiu para o viés positivo do dia. O contrato maio/25 (ZSK25) avançou 0,47%, finalizando a sessão regular a US$ 10,13/bu.