Dinâmica mudando no milho?
Após uma forte alta, a realização de lucros pressionou os futuros de milho para baixo na B3 com físico estabilizado e atenção ao clima. Na CBOT, a soja seguiu em queda, impactada pela grande colheita no Brasil, incertezas comerciais nos EUA e influência do petróleo sobre óleo de soja.
Milho
No mercado interno, após uma sequência de altas, o milho recua ligeiramente 0,17%, com a saca cotada a R$ 90,18 na referência de Campinas/SP. Os contratos futuros de milho na B3 encerraram a quarta-feira com ajuste negativo de até -1,34% para o vencimento mais curto. Apesar do baixo volume disponível no momento, um movimento de realização de lucros, após forte alta na terça-feira, trouxe um movimento de correção ao mercado. Para o contrato de vencimento mais próximo, maio/25 (CCMK25), a queda foi de -1,34%, fechando o pregão regular do dia 19/03 a R$ 83,31/sc.
Em Chicago, as negociações encerraram o pregão diurno em movimentação mista. Para os contratos de vencimento mais próximos (Maio e Julho) tivemos altas entre 0,27% e 0,71%. Já para os mais distantes, o ajuste foi negativo, influenciados por uma tendência de aumento de área plantada nos EUA e incertezas em relação às relações comerciais. A valorização para o contrato maio/25 (ZCK25) foi de 0,71%, fechando a sessão diurna de 19/03 a US$4,62/bu.
Boi Gordo
Nesta quarta-feira, o mercado físico do boi gordo apresentou um desempenho quase que inteiramente positivo, com exceção do Pará que foi a única região monitorada a apresentar um declínio sutil de 0,01%, deixando assim o boi gordo precificado a R$ 294,59/@. Já o Goiás foi a região monitorada a apresentar o preço mais variado positivamente (+0,33%), fechando o dia a R$ 297,38/@. No mercado futuro da B3, o cenário foi majoritariamente positivo, com o contrato para abr/25 se destacando, expandindo 2,10% e fechando o dia a R$ 323,05/@.
No mercado chinês, os preços da carne bovina tiveram alta na última semana, com o dianteiro bovino brasileiro negociado entre US$ 5.400 e US$ 5.500/t, impulsionado pela reposição de estoques e pela desvalorização do real. No entanto, os importadores chineses seguem cautelosos, enquanto os exportadores brasileiros mantêm uma postura firme para sustentar os preços. Além disso, a diferença entre o boi gordo na China e no Brasil voltou a registrar deságio, encerrando fevereiro com -4,31%. No atacado, a carne bovina chinesa segue 172% acima da brasileira, abaixo da média histórica de 249%, indicando margens mais apertadas para os exportadores.
Soja
No mercado interno, a soja recuou 0,70% na última quarta-feira na referência de Paranaguá/PR, com a saca cotada a R$ 132,78. Além da pressão do avanço da colheita, as negociações também foram impactadas pela queda no mercado internacional.
Para o complexo soja, o movimento observado no pregão diurno em Chicago foi de baixa. O mercado segue preocupado com os possíveis impactos da política tarifária nos EUA, fortalecendo o movimento, tivemos um leve fortalecimento do dólar frente a outras moedas. O contrato de soja para maio/25 (ZSK25) fechou com queda de -0,42%, finalizando a sessão regular do dia 19/03 em US$ 10,08/bu.