Tem carne aí?
Frio e rebanho reduzido proporciona cenário vantajoso de exportação de carne bovina para os EUA.
Boi gordo
A sexta-feira foi mais um dia de mercado físico do boi gordo firme. A praça que registrou a variação mais relevante foi Tocantins, com 0,25% de alta ante o dia anterior e fechou o dia cotada a R$ 296,49/@. Na B3, entretanto, o movimento foi de queda, sendo a maior delas para o contrato de mar/25, que recuou 1,38% e ficou cotado a R$ 326,25/@.
O ano de 2025 começou agitado para a carne brasileira nos EUA. Com um rebanho doméstico nos menores níveis da história e um frio extremo atingindo regiões produtoras, a demanda importadora dos EUA se mostrou mais intensa. A cota que o Brasil tem acesso nas importações (outros países – de 65 mil toneladas) já se encontra 85,74% preenchida. Esse movimento rápido e mais intenso da história reforça a ideia de que o mercado estadunidense está aquecido, e o preço do boi gordo nos EUA variou 4,4% no último mês e atingiu os US$ 105/@.
Milho
O mercado interno encerra última sexta-feira em R$ 74,25/saca, em leve acomodação. A demanda estavel pelo cereal evitou uma queda mais acentuada. Na B3, apesar de iniciar o dia em queda, os futuros de milho encerraram a sessão do último dia 17/01 em alta, acompanhando a movimentação da Bolsa de Chicago. O contrato março/25 (CCMH25) registrou alta de 0,93%, encerrando o pregão regular de 16/01 a R$ 76,80/sc.
As vendas semanais de milho dos EUA, que superaram as expectativas do mercado e demonstraram boa demanda pelo produto do país, continuaram influenciando as cotações futuras na última semana. Isso levou o contrato mais líquido do cereal na Bolsa de Chicago, com vencimento em março/25 (CH25), a valorizar 9,75%, encerrando em US$ 4,84/bu.
Soja
O mercado físico da soja encerrou a última semana em queda, com a referência em Paranaguá/PR fechando em R$ 133,07/saca. A desvalorização foi impulsionada pela perspectiva de uma safra maior para a soja, apesar das condições climáticas adversas nos últimos dias.
Após perdas consecutivas para a oleaginosa, os contratos encerraram em alta na CBOT na última sexta-feira. O clima na América do Sul segue no radar do mercado, com preocupações sobre a falta de chuvas em regiões produtoras. O contrato com vencimento em março/25 (ZSH25) avançou 1,47%, finalizando a sessão em US$ 10,34/bu.