Milho
Os preços no mercado físico para o cereal podem se aquecer no curto prazo, caso se confirme ampliação da demanda doméstica após os feriados de novembro.
E assim, pela necessidade de reposição dos estoques, o consumo pode permitir que as cotações se fortaleçam no curto prazo.
Além disso, o câmbio subiu 1,22% nos últimos 30 dias, com atual equilíbrio em torno de R$ 3,75.
Ou seja, o dólar mais sustentado pode ampliar os volumes exportados com a matéria-prima, e colaborar para a pressão positiva estimada para as próximas semanas.
Aliás, nesta tarde (19/nov) deve ser divulgado novo relatório de exportações semanais, e a expectativa é que o ritmo positivo seja mantido na 3º semana de novembro.
Por fim, a liquidez no mercado futuro se mostra relativamente menor nos últimos dias. Com a conjuntura atual praticamente precificada em bolsa, as variações acontecem por movimentações técnicas – levando a ajustes negativos dos contratos.
Boi gordo
Em virtude dos feriados, o mercado pecuário deve iniciar a semana em ritmo mais lento, e possivelmente, exibir ritmo mais acelerado a partir da próxima quarta-feira (21/nov).
Embora as indústrias de SP contem com programações de abates mais alongadas, podendo chegar até o início de dezembro, este não é o cenário que se registra pelo interior do país.
Neste sentido, muitas indústrias têm programações que atendem até o final desta semana, ou início da próxima. Ademais, a oferta de animais prontos torna mais difícil o preenchimento das escalas de abates.
Além da oferta restrita, há expectativa do consumo doméstico ganhar fôlego no próximo mês, o que deve fazer com que os frigoríficos se preparem para este movimento ainda no curto prazo.
Ou seja, a perspectiva que se alimenta é de pressão positiva para as cotações ainda nos próximos dias.
Por fim, o valor do boi casado no atacado continua fortalecido, com média em R$ 10,10/kg. Em consequência, o spread carne com osso/arroba na parcial de novembro, registra a 2º melhor relação de 2018.
Soja
Os preços para a oleaginosa em Chicago iniciam a semana com acomodações técnicas das suas cotações. Entretanto, vale destacar que os valores futuros seguem praticamente lateralizados desde o início de novembro.
O encontro entre os líderes dos EUA e da China na próxima reunião do G20 mantém o atual equilíbrio das cotações na CBOT.
Mas vale destacar que se não houver avanço das negociações entre os dois países, combinado com o avanço da colheita norte-americana, as cotações na CBOT devem cair rapidamente no início de dezembro.
De modo geral, todos os contratos até jul/19 têm potencial de buscar equilíbrio abaixo de US$ 9,00/bushel.
A possível pressão negativa na CBOT pode ajustar as cotações domésticas, que já se exibem menores no último mês.
E a expectativa de matéria-prima chegando ao mercado logo em meados de janeiro também pode colaborar para acomodação das cotações.
Ou seja, possivelmente, deve haver janela de oportunidade para originação da oleaginosa ao longo das próximas semanas.
Ainda assim, vale destacar que as exportações recordes enxugaram os estoques de passagem, e a possibilidade de a China continuar agressiva nas compras do produto brasileiro devem limitar as quedas dos preços.
Cotações parciais
Boi gordo
Nov/18: 147,40 / 0,55
Dez/18: 149,80 / 0,80
Jan/19: 151,00 / 0,90
Mar/19: 149,30 / 0,00
Mai/19: 150,50 / 0,70
Milho
Nov/18: 37,65 / -0,25
Jan/19: 37,45 / -0,15
Mar/19: 36,00 / 0,00
Mai/19: 35,89 / 0,00
Soja – B3
Nov/18: 21,72
Soja – Mini contrato – CME (B3)
Jan/19: 19,66 / 0,00
Mar/19: 19,90 / 0,00
Mai/19: 20,05 / 0,00
Jul/19: 20,35 / 0,00
Soja – CBOT
Jan/19: 887,50 / -4,75
Mar/19: 901,00 / -4,75
Mai/19: 914,00 / -4,75
Jul/19: 926,25 / -4,25
Dólar comercial: 3,76
Dólar Futuro
Dez/18: 3765,00 / 19,00
Jan/19: 3752,00 / 0,00
Fev/19: 3798,00 / 0,00
Mar/19: 3720,50 / 0,00
Ao longo do dia traremos mais negócios realizados nas praças de importância.
Bons negócios!