Segunda-feira movimentada
Semana inicia com preços firmes para o boi gordo e sinal de que cotações podem ir ainda mais além.
Boi Gordo
O mercado físico do boi gordo seguiu a toada da semana anterior e registrou alta nas cotações. Com os pecuaristas diminuindo a oferta e as escalas de abates reduzidas, a indústria frigorífica teve que pagar mais pela arroba do boi gordo. O Pará foi o estado que registrou o maior incremento na cotação, com ajuste de 3,4% na comparação diária, com o boi gordo cotado a R$195,30/@ na média do estado. Na B3, os futuros tiveram movimentações positivas para todos os contratos deste ano, e o vencimento para out/23 ficou precificado a R$234,65/@, com incremento de 3,87% na comparação feita dia-a-dia.
A exportação de carne bovina in natura desacelerou e fechou a segunda semana de set/23 com um forte recuo de 39,68% no comparativo semanal e com média diária de 9,03 mil toneladas, o maior recuo em volume exportação entre a primeira e segunda semana do mês desde nov/22, com esse resultado, a nossa estimativa de exportações para set/23 foi reduzida para 206 mil toneladas. Já o preço médio da proteína bovina, ficou em US$ 4,50 mil/t, apresentando uma valorização semanal de 0,34%, dando sinais de que o “fundo” para as cotações internacionais da carne bovina podem ter sido atingido.
Milho
Com as atividades de campo sendo o foco dos agricultores, os preços andam de lado no mercado físico do milho, devido ao baixo volume de negócios, e o cereal é comercializado a R$ 54,00/sc em Campinas/SP. A trajetória descendente das cotações em Chicago e da moeda norte-americana frente ao real fez com que os futuros de milho registrassem novas perdas neste início de semana na B3. O vencimento nov/23 (CCMX23) retrocedeu 1,32% e fechou o pregão regular de 18/09 cotado em R$ 57,40/sc.
Novos movimentos no campo negativo foram contabilizados para os futuros de milho nesta segunda-feira em Chicago, reagindo à continuidade de queda dos futuros de trigo e com os agentes monitorando a demanda pela commodity norte-americana juntamente com o avanço da colheita de milho nos EUA. O contrato dez/23 (CZ23) oscilou -1,00% e finalizou a sessão diurna de 18/09 a US$ 4,72/bu.
Soja
Acompanhando a desvalorização na CBOT, a soja recuou no mercado físico brasileiro. Em Paranaguá/PR, a oleaginosa é comercializada na faixa de R$ 146,00/sc.
Quedas superiores a 1% marcaram os futuros do grão de soja neste início de semana em Chicago, refletindo o movimento de queda dos derivados da oleaginosa e também as boas perspectivas de chuvas para o início do plantio de soja no Brasil, onde o USDA estima uma oferta em 23/24 acima de 160 milhões de toneladas. Neste sentido, o vencimento nov/23 (ZSX23) desvalorizou 1,75% e terminou a sessão diurna de segunda-feira (18) cotado em US$ 13,17/bu.