Ritmo lento
A chegada da segunda metade do mês impacta as negociações no atacado paulista.
Boi gordo 
Com o pecuarista segurando mais a oferta, as indústrias tiveram que se mexer para conseguir preencher suas escalas de abate. Goiás, Minas Gerais e Pará registraram alta superior a 1%, com destaque para o Pará, onde a arroba atingiu R$ 293,11 (+1,21%), no comparativo diário. Na B3, os contratos fecharam em alta, com o vencimento de junho/25 apresentando alta de 1,19%, cotado a R$ 318,10/@.
Com o avanço do mês, o mercado apresenta escoamento lento e demanda fraca, refletindo em menor reposição no varejo. As mercadorias paradas nos distribuidores causam preocupações, com atrasos nas descargas e aumento nas devoluções parciais. Frigoríficos embarcam produtos sem destino certo para liberar espaço, mas a demanda segue baixa. Apenas o dianteiro mantém alguma procura, por ser mais acessível ao bolso do consumidor, que está mais fragilizado nessa época do mês.
Milho 
Em Campinas/SP, o milho fechou praticamente estável, com a saca cotada a R$ 90,33. Na B3, os futuros de milho fecharam a terça-feira em forte alta, acima de 3% para o vencimento mais próximo. O volume restrito de oferta no curto prazo e as preocupações com o clima nas principais regiões produtoras de milho segunda safra têm ditado o tom das movimentações nesse início de semana. O contrato maio/25 (CCMK25) avançou 3,01%, fechando o pregão regular do dia 18/03 a R$ 84,48/sc.
Na contramão, as negociações de milho em Chicago fecharam em queda. Além da expectativa de incremento de área plantada com o milho em 2025 nos EUA, as preocupações com as imposições tarifárias norte-americanas continuaram pressionando as cotações. O contrato maio/25 (ZCK25) recuou 0,49%, fechando a sessão diurna de 18/03 a US$ 4,59/bu.
Soja
Na referência Paranaguá/PR, a soja fechou a última terça-feira com um aumento de 0,50%, alcançando R$ 133,72/sc. Apesar do avanço da colheita, da queda no mercado internacional e do leve recuo do dólar.
Os futuros da oleaginosa deram seguimento ao movimento de baixa iniciado essa semana na Bolsa de Chicago. O volume recorde de produção na américa do sul e os conflitos tarifários nos EUA têm impactado o mercado. Limitando as quedas, temos os contratos de óleo de soja, que fecharam mais um pregão com valorizações expressivas. O contrato de soja para maio/25 (ZSK25) cedeu -0,27%, finalizando o pregão regular do dia 18/03 em US$ 10,13/bu.