Chineses relutantes
Chineses continuam a pressionar exportadores propondo preços menores para o dianteiro bovino.
Boi Gordo
Nesta quarta-feira, o cenário do mercado físico foi positivo na maioria das praças. Paraná foi a praça monitorada que mais se destacou positivamente, com uma variação de 1,61% e preço de R$ 316,50/@ do boi gordo. Já os contratos da B3 finalizaram o dia em um panorama misto, com o vencimento mar/25 registrando recuo de 0,42% no comparativo diário e ficando cotado a R$ 328,10 e vencimento fev/25 finalizou o dia com avanço sutil de 0,03%, indicando um preço de R$ 329,60.
No mercado internacional de carne bovina, os importadores chineses seguem pressionando por preços menores no dianteiro bovino, com propostas de 15% a 20% abaixo do esperado pelos exportadores. Ainda assim, os negócios realizados na última semana estabilizaram o preço em US$ 4.700/t. Essa postura cautelosa reflete estoques bem abastecidos e um consumo interno mais lento na China. De acordo com o USDA, 2024 registrou um aumento de 6% nas importações chinesas de carne bovina, mas a projeção para 2025 é de um crescimento bem menor, de apenas 1%, o que seria a menor variação desde 2014 (-2%).
Milho
O mercado físico mantém sustentação na demanda, com a saca em Campinas/SP sendo cotada a R$ 74,97, registrando uma alta de 0,37%. Os futuros de milho apresentaram variações mistas novamente nesta quarta-feira na bolsa brasileira. Os vencimentos mais longos, julho e setembro/25, que são referências para a 2ª safra do cereal no Brasil, registraram pequenos ganhos, enquanto os vencimentos mais curtos acompanharam o movimento de queda do dólar e recuaram. O contrato março/25 (CCMH25) desvalorizou 1,47%, encerrando o pregão regular de 15/01 a R$ 78,00/sc.
Na Bolsa de Chicago, os futuros de milho avançaram novamente na última quarta-feira. O ritmo positivo do programa de exportação de milho nos EUA na temporada 2024/25, somado ao cenário de estoques globais reduzidos, sustentou o movimento de alta. O contrato março/25 (CH25) valorizou 0,90%, fechando a sessão diurna de 15/01 a US$ 4,79/bu.
Soja
Pela segunda sessão consecutiva, acompanhando as desvalorizações observadas no mercado internacional, o preço da soja no mercado físico encerrou mais uma vez em queda, adicionando também a queda da moeda norte-americana. A referência em Paranaguá/PR foi cotada a R$ 136,34, uma queda de 0,71%.
Semelhante ao observado na terça-feira, os futuros da soja em grão recuaram novamente nesta quarta-feira na CBOT. A continuidade da queda no farelo de soja e o início da colheita de uma safra recorde no Brasil pressionaram as cotações. O contrato março/25 (ZSH25) caiu 0,45% e terminou a sessão regular de 15/01 a US$ 10,43/bu.