Mato Grosso encerra o ano fazendo história
2024 finalizou com recorde de maior abate de bovinos da história para a pecuária mato-grossense.

Boi Gordo

Nesta segunda-feira, o impasse entre os pecuaristas e os frigoríficos contribuiu para um panorama de variações mistas no mercado físico do boi gordo. Goiás se destacou positivamente, com um incremento de 0,29% e o boi gordo cotado a R$ 308,90/@. Já o Paraná seguiu pelo caminho oposto e encerrou o dia a R$ 312,00/@, indicando a praça monitorada com o maior recuo no preço do boi gordo no dia (-0,32%). Na B3 o cenário foi totalmente positivo, sendo os contratos com vencimento em fev/25, abr/25 e mai/25 os que tiveram a maior valorização do dia, todos com variação de 0,64% e finalizaram o dia precificados a R$ 330,15, R$ 329,95 e R$ 328,05, respectivamente.

No mercado de bovinos do Mato Grosso, mesmo com uma redução mensal de 11,59% no abate de animais, o estado registrou um recorde histórico anual de 7,36 milhões de animais abatidos, com incremente de 19,36% em comparação ao ano anterior. O destaque foi o aumento no abate de fêmeas (+23,62%) alcançando a maior participação anual desde 2006.

Milho 

O mercado interno do milho iniciou a semana estável, aos R$74,22/sc em Campinas/SP. Na B3, os futuros de milho ampliaram a sequência de ganhos durante a última segunda-feira. A valorização das cotações do cereal na CBOT, aliada a uma demanda doméstica fortalecida, continuou a impulsionar os preços da commodity na bolsa brasileira. O contrato março/25 (CCMH25) registrou alta de +2,53%, encerrando o pregão regular de 13/01 cotado a R$ 79,92/sc.

Os futuros de milho na CBOT também avançaram refletindo ainda o relatório do USDA da última sexta, influenciado também pelos futuros do trigo e do complexo soja. O contrato março/25 (CH25) subiu +1,28%, fechando a sessão diurna de 13/01 cotado a US$ 4,77/bu.

Soja

O mercado físico da soja iniciou a semana estável, com a referência em Paranaguá/PR fechando a R$ 137,90. Embora os preços no mercado internacional tenham apresentado valorização, o avanço da colheita no Brasil limitou ganhos mais expressivos para a oleaginosa.

Valorizações superiores a 2% marcaram os futuros de soja em grão no início desta semana na Bolsa de Chicago. Além da repercussão positiva para os preços da commodity após a divulgação do relatório WASDE de 10/01, previsões de chuvas abaixo da média e altas temperaturas no curto prazo para a Argentina e parte da região Sul do Brasil contribuíram para o movimento de alta. O contrato março/25 (ZSH25) avançou +2,71% e terminou a sessão regular de 13/01 a US$ 10,53/bu.