Mais uma rodada?
As tensões comerciais sobre tarifas de exportação, especialmente entre Estados Unidos e China, impactaram o mercado futuro na última semana, pressionando as cotações dos grãos.
Milho
Em Campinas/SP, o milho encerrou a última semana em alta, atingindo R$ 77,24 por saca, o maior patamar desde abril de 2023. Na B3, os futuros do milho apresentaram variações mistas na sexta-feira, refletindo a queda dos preços do cereal em Chicago, a valorização do dólar frente ao real e as preocupações com a janela de semeadura da segunda safra no Brasil. O contrato março/25 (CCMH25) oscilou +0,04%, encerrando o pregão regular de 07/02 cotado a R$ 78,10/sc.
Em Chicago, os futuros do milho registraram perdas ao longo da sexta-feira, pressionados pela queda do trigo, da soja em grão e do farelo de soja. Além disso, o aumento das tensões comerciais entre os EUA e seus principais parceiros importadores pode comprometer o programa de exportação norte-americano, impactando os preços na CBOT. O contrato março/25 (CH25) recuou 1,56%, fechando o dia cotado a US$ 4,88/bu.
Boi gordo
A pressão causada pela maior oferta de fêmeas tem gerado efeitos negativos nas praças pecuárias brasileiras. São Paulo encerrou o dia com desvalorização de 1,11% no preço do boi gordo e o animal ficou precificado a R$ 323,90/@. O efeito baixista se estendeu na B3 e a maior parte dos contratos encerraram a semana no negativo. Os vencimentos de fev/25 e mar/25 se destacam com desvalorizações de 1,18% e 0,86% no comparativo diário, precificados a R$ 319,45/@ e R$ 318,25/@, respectivamente.
A oferta de fêmeas no mercado de bovinos continua elevada e mantêm as escalas de abate em níveis confortáveis para a indústria. A média nacional segue em 8 dias úteis, com tendência de crescimento, devido ao descarte de fêmeas vazias da estação de monta. Mato Grosso do Sul e São Paulo chegaram a 8 dias, enquanto Pará e Minas Gerais foram para 9 e 10 dias. Tocantins registrou o maior aumento semanal, alcançando 10 dias (+2 dias em relação a semana passada).
Soja
Após quatro altas consecutivas, os preços recuaram em Paranaguá/PR, fechando em R$ 131,41, uma queda de 0,48%. Apesar do atraso na colheita e da valorização do dólar, a pressão foi influenciada pela queda dos contratos futuros em Chicago.
Os futuros da soja em grão voltaram a recuar na última sexta-feira na Bolsa de Chicago. O aumento das tensões comerciais entre os EUA e outros países, incluindo a China, pode impactar diretamente o programa de exportação norte-americano, redirecionando a demanda para outros mercados. O contrato março/25 (ZSH25) desvalorizou 1,04%, terminando o dia cotado a US$ 10,50/bu.