Milho
Sem grandes alterações na conjuntura, o mercado do milho segue com preços firmes no ambiente doméstico.
O mercado pouco ofertado continua como principal driver para um mercado fortalecido, enquanto que a necessidade da ponta compradora em algumas regiões determina a intensidade de novas altas.
Em nota divulgada na última semana, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) destacou esse cenário, registrando avanço acumulado de 14% em algumas regiões.
Além disso, o CEPEA também destaca o fato de preços mais altos pelo interior do país frente as indicações nos portos, mostrando que o ambiente doméstico acirrou a disputa pela matéria-prima.
O último indicador do milho da Esalq ficou em R$ 48,13/sc (+0,06%).
Boi gordo
Os valores a carcaça casada bovina no atacado paulista passaram por correções negativas na última semana, acumulando queda de 5,54% na primeira semana de dezembro e voltando a referência para R$ 15,20/kg.
O spread (diferença de preços entre a carne bovina vendida no atacado e a arroba do boi gordo), encerrou a primeira semana de dezembro em 4,92%.
A inflação foi impulsionada pela alta de 8,09% nos preços das carnes, contribuindo com 0,22 p.p. para a taxa de 0,51% registrada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
Segundo levantamento divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na última sexta-feira (06), a valorização das carnes durante o mês de novembro deste ano foi a mais acentuada desde novembro de 2010 (quando a alta foi de 10,67%)
Na sexta-feira (06), o indicador Cepea/Esalq fechou em R$ 211,60/@, alta diária de 1,24%. As cotações máxima e mínima foram registradas em R$ 224,84 e 196,67/@, respectivamente.
Soja
A última semana foi de recuos para o câmbio, com o dólar desvalorizando-se quase 2,0% ao longo dos últimos 7 dias, passando de R$ 4,22 para R$ 4,14 no fechamento da sexta-feira (06/dez).
Nesta manhã, o dólar abre o pregão com leves valorizações, subindo 0,20%, com parcial em R$ 4,15.
Mas enquanto o dólar mostrava desvalorizações, os futuros da soja em Chicago buscaram patamares mais altos, com o contrato para março/20 subindo 2,25% nos últimos 7 dias.
Novas altas marcam o pregão desta manhã (09/dez), com o vencimento para março/20 exibindo parcial em US$ 9,07/bushel (o maior patamar dos últimos 15 dias).
Já os prêmios nos portos brasileiros contaram com movimentação mais tímida, apesar de ainda sustentarem valores firmes, as negociações para embarques em março/20 pelo porto de Paranaguá continuaram negociadas ao redor de US$ 0,56/bushel.