Milho

O indicador do CEPEA deu sequência ao terceiro fechamento com valorização, a alta de 0,43% elevou a referência para R$ 34,93/sc – recuperando patamares de 2 semanas atrás.

Pelo interior do país as cotações do cereal recuaram ao redor de 5,40% no último mês (equivalente a R$ 1,70/sc). E de modo mais expressivo em GO, PR e MT. No MS a variação foi mais comedida, preservando a faixa de preços entre R$ 26,00 e R$ 27,00/sc.

O mercado físico respondeu a relação de oferta e demanda mais confortável, com os recuso dos preços gerando oportunidades de originação.

Atualmente já se exibe mais sustentado e pode resistir a quedas expressivas no curto prazo. Enquanto que a necessidade em liberar espaço nos armazéns pode levar a nova rodada de pressão negativa ainda neste ano.

Já os valores futuros perdem fôlego e respeitam as resistências. Trata-se, portanto, de movimentação técnica com realização de lucros, que pode continuar nos próximos dias.

Além disso, o ajuste negativo desta manhã (07/nov) interrompe o viés altista que se registrava nos últimos 5 pregões, mas apesar das quedas, os novos patamares alcançados ainda devem ser mantidos.

Boi gordo

A menor demanda pelo boi terminado pela indústria causa lentidão na comercialização, e pode pressionar negativamente as cotações nos próximos dias.

O alto volume de estoque nas câmaras frigoríficas evidencia que a expectativa de um maior consumo de carne bovina no início deste mês vem patinando. Se a demanda interna não avançar nos próximos dias, a arroba pode recuar ainda mais.

Ontem (06/nov), segundo levantamento da Agrifatto, a arroba recuou R$ 1,00 em SP – para R$ 148,54/@ (à vista e para descontar Funrural). Em GO, a cotação a prazo subiu para R$ 139,67/@ (+0,70%).

O indicador Esalq/BM&F encerrou a terça-feira a R$ 144,95/@ (-0,79%). No mercado futuro, os contratos com vencimento em novembro e dezembro fecharam em R$ 146,70/@ (-0,10%) e R$ 148,25/@ (-0,80%), respectivamente.

Após fechar outubro a R$ 9,73/kg, a carcaça casada no atacado subiu 1,81%, estando cotada a R$ 10,11/kg. O equivalente físico está em R$ 148,95/@, fazendo com o spread carne com osso/arroba da indústria fique positivo em 4,62%.

Soja

Após a forte valorização em Chicago na última semana, as cotações futuras se mostram mais lateralizadas, tentando manter os atuais patamares – Na expectativa de novas informações sobre avanço das negociações entre EUA e China.

Na temporada 2017/18 o Brasil se beneficiou com a oleaginosa valorizada, na esteira da retórica comercial e da quebra na Argentina.

Para a comercialização da safra 2018/19 a relação entre os dois países será fator determinante. E as incertezas sobre este tema, assim como sobre o câmbio e as suas implicações na CBOT travam as negociações futuras.

Entretanto, se o país asiático voltar a comprar dos EUA (com os estoques ampliados), combinado com a possibilidade de safra brasileira recorde (acima de 120 milhões de toneladas), as altas em Chicago deverão encontrar limites no longo prazo.

Além disso, o câmbio que se acomodou na esteira dos resultados eleitorais, deverá voltar a olhar os riscos no mercado internacional, buscando equilíbrio em níveis mais elevados.

Ou seja, as incógnitas sobre os conflitos comerciais e a valorização do dólar ainda reservam alguns riscos para 2019.

Cotações parciais

Boi gordo
Nov/18: 145,90 / -0,75
Dez/18: 147,70 / -0,30
Jan/19: 148,95 / -0,05
Fev/19: 149,25 / 0,00

Milho
Nov/18: 35,51 / -0,19
Jan/19: 37,39 / -0,49
Mar/19: 37,39 / -0,40
Mai/19: 35,80 / -0,10

Soja – B3
Nov/18: 21,71

Soja – Mini contrato – CME (B3)
Nov/18: 19,54 / 0,01
Jan/19: 19,82 / 0,07
Mar/19: 20,04 / 1,47
Mai/19: 20,33 / 0,00

Soja – CBOT
Set/18: 873,50 / 1,50
Nov/18: 886,25 / 2,00
Jan/19: 898,25 / 1,75
Mai/19: 911,00 / 1,25

Dólar comercial: 3,75

Dólar Futuro
Nov/18: 3760,00 / -7,00
Dez/18: 3759,78 / 0,00
Jan/19: 3767,82 / 0,00
Fev/19: 3775,48 / 0,00

Ao longo do dia traremos mais negócios realizados nas praças de importância.

Bons negócios!