Clima, demanda e geopolítica na boleia
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros do milho avançaram, impulsionados pelo dólar e pelo clima no Brasil, enquanto a soja recuou, acompanhando o movimento de outros derivados.
Milho 
No mercado interno, o milho segue firme, com alta de 0,58% na referência de Campinas/SP, cotado a R$ 76,04. A recuperação do dólar frente ao real e o excesso de chuvas sobre algumas regiões do Brasil, impactando a colheita da soja e plantio do milho 2ª safra, resultaram em avanços para os futuros de milho durante a última quarta-feira na B3. O contrato março/25 (CCMH25) valorizou 1,60%, encerrando o pregão regular de 05/02 a R$ 77,91/sc.
Apesar do USDA ter anunciado a venda de 330 mil toneladas de milho dos EUA para o México na temporada 2025/26, a desvalorização do trigo e de todo o complexo soja pesou sobre as cotações do milho na Bolsa de Chicago. O contrato março/25 (CH25) recuou 0,25%, fechando a sessão de 05/02 a US$ 4,93/bu, enquanto os vencimentos mais longos registraram leves valorizações.
Boi Gordo 
A quarta-feira foi de sentimento misto no mercado físico do boi gordo. O destaque positivo ficou para São Paulo, que apresentou um incremento de 0,50%, com o boi gordo a R$ 327,63/@. Por outro lado, Rondônia foi o estado monitorado que mais desvalorizou, com -0,37%, o boi gordo na região ficou precificado a R$ 276,07/@. Já na B3, o cenário foi quase todo positivo, com exceção do vencimento de mar/25 que recuou em 0,40%, fechando o dia cotado a R$ 322,15/@.
Nesta primeira semana de fev/25, o governo brasileiro anunciou que o Quênia aprovou o Certificado Sanitário Internacional (CSI), permitindo a exportação de carne bovina, derivados e miúdos do Brasil. Apesar de o Quênia produzir a maior parte da carne que consome, essa abertura representa uma nova oportunidade para diversificar mercados e fortalecer o setor produtivo brasileiro. Para mais detalhes, acesse o relatório de mercado internacional da carne bovina.
Soja 
Em Paranaguá/PR, ao contrário do mercado internacional, os preços subiram 0,67%, alcançando R$ 131,35. O movimento foi influenciado principalmente pela recuperação do dólar frente ao real, o que tende a estimular as exportações dos produtores brasileiros.
A melhora das condições climáticas na Argentina, somada à queda nos derivados da oleaginosa e no petróleo WTI, pressionou as cotações da soja em Chicago nesta quarta-feira. O contrato março/25 (ZSH25) desvalorizou 1,67%, terminando a sessão regular de 05/02 a US$ 10,57/bu.