Querendo o mais barato
Carcaça casada no atacado paulista recua em jan/25, mesmo com dianteiro valorizando
Boi gordo
O mercado físico do boi gordo segue pressionado pela oferta de fêmeas e enfrenta dificuldades para avançar. A desvalorização atingiu todas as praças, algumas mais intensamente do que outras. Em Minas Gerais, a queda foi de 0,46%, com o boi gordo fechando o dia a R$ 309,69/@. Por outro lado, o dia foi positivo na B3, com todos os contratos encerrando o dia em alta. O destaque ficou para o vencimento de fev/25, que registrou valorização de 1,44%, alcançando R$ 323,45/@.
No atacado paulista, a carcaça casada do boi castrado registrou desvalorização de 1,02% em jan/25, encerrando o período com valor médio de R$ 22,28/kg. Essa queda foi impulsionada, principalmente, pelo recuo no preço do traseiro bovino, que atingiu R$ 26,41/kg, uma redução de 2,57% em comparação a dez/24. Esse movimento sazonal observado reflete a menor demanda típica do primeiro mês do ano e a preferência do consumidor por cortes mais baratos.
Milho
No mercado interno, o milho avança na referência de Campinas/SP, fechando em R$ 75,60 por saca. Na B3, os contratos futuros de milho avançaram na última terça-feira, impulsionados pela valorização das cotações da commodity em Chicago e pelas preocupações com o atraso no plantio do milho 2ª safra no Brasil, apesar da continuidade da queda do dólar em relação ao real. O contrato março/25 (CCMH25) registrou alta de 1,37%, encerrando o pregão regular de 04/02 a R$ 76,68/sc.
Na Bolsa de Chicago, os futuros de milho também acumularam ganhos ao longo da sessão. Além do adiamento, por trinta dias a partir de 04/02, da aplicação de tarifas dos EUA sobre o México, o anúncio da venda de 132 mil toneladas de milho dos EUA para a Coreia do Sul na temporada 2024/25 impulsionou as cotações do cereal. O movimento de alta foi reforçado ainda pela valorização dos futuros de trigo, grão e farelo de soja. O contrato março/25 (CH25) avançou 1,18% e fechou a sessão diurna de 04/02 a US$ 4,95/bu.
Soja
Em Paranaguá/PR, a saca de soja segue firme a R$ 130,47/sc. Além da alta no mercado internacional, o ritmo lento da colheita, que está em 8% da área projetada, também impulsiona os preços domésticos.
Os futuros da soja em grão voltaram a registrar altas superiores a 1% nesta terça-feira em Chicago, refletindo uma combinação de fatores: temperaturas elevadas e clima seco na Argentina, atraso na colheita de soja no Brasil e a redução das tensões com as tarifas impostas pelos EUA a alguns países. O contrato março/25 (ZSH25) subiu 1,58%, finalizando a sessão regular de 04/02 a US$ 10,75/bu.