Milho

Os contratos de milho vinham caindo sucessivamente nos últimos pregões, mas mostraram uma revisão para cima nas negociações da véspera (04/jan).

O vencimento para março/20 havia acumulado uma queda de 5,8% entre o final de janeiro e início desta semana, mas fechou em campo positivo após leve recuperação de 0,52% ontem (o último fechamento ficou em R$ 48,45/sc).

O contrato para setembro/20 mostrou alta mais expressiva, avançando 0,61% ao longo do último pregão, com fechamento em R$ 41,25/sc.

As quedas recentes se deram pelo menor risco climático, gerando otimismo de uma safrinha ampla nesta temporada. Por outro lado, as altas ainda mantêm as cotações em seu canal de baixa, e o pregão de hoje deverá dizer se as altas recentes é uma alteração de tendência ou apenas um movimento de correção técnica.

Boi gordo

Com a entrada de fevereiro a arroba do boi gordo ganhou força, vem sendo negociada na faixa dos R$ 195 – 200/@ nas praças paulistas.

O fim das férias escolares e a chegada dos salários reforçam a expectativa de um aquecimento do consumo interno de carne bovina. Com isso, as indústrias se mostram mais dispostas a negociar e recompor seus estoques.

A firmeza nos preços possibilitou uma pontual melhora na liquidez das negociações. Entretanto, muitos pecuaristas ainda estão fora das vendas, deixando os animais no pasto enquanto aguardam preços mais elevados.

Ontem (04), o indicador Cepea/Esalq fechou cotado em R$ 193,45/@ – queda de 1,40% na comparação diária.

Na B3, o contrato futuro para fevereiro encerrou em R$ 196,05/@, queda de 0,98% na comparação diária.

Soja

A semana está sendo de recuperação para os contratos de soja em Chicago, o vencimento mais curto (março/20), já acumulou uma alta de 1,26% desde o início desta semana, começando o pregão hoje em campo positivo (parcial em US$ 8,83/bushel).

Apesar da ligeira alta recente, este contrato ainda acumula baixa de 7,51% desde o início deste ano.

A recuperação vem pelo menor temor da disseminação do Coronavírus. Neste sentido, ainda existe a expectativa de retomada tardia das importações chinesas, já que a presença do vírus estendeu o feriado chinês – reprimindo sua demanda.

Se o controle da doença for efetivo nas próximas semanas, o resultado pode ser uma volta gradual das importações asiáticas, recuperando o fôlego dos contratos.

Por enquanto, o cenário ainda continua em aberto.