Caindo mais um pouco
Os três elos da cadeia apresentaram regressão no mês de mar/25, pelo segundo mês consecutivo.
Boi gordo 
A movimentação do mercado físico é majoritariamente positivo nesta quinta-feira (03/04). O destaque do dia é o Mato Grosso com valorização de 1,13% ante o dia anterior, atingindo precificado em R$ 319,27/@. Na B3, o dia se encerra no positivo também, com destaque para jun/25 que valorizou em 0,81% e encerrou o dia no valor de R$ 329,90/@.
Os três elos da cadeia do boi gordo apresentaram retração em mar/25. O boi gordo fechou o mês cotado a R$ 312,47/@, com desvalorização de 2,11% ante o mês anterior devido a oferta acentuada de fêmeas para o abate. Já no atacado, a carcaça bovina retraiu em 0,93% no mesmo período devido ao maior consumo de proteínas alternativas por parte do consumidor. A carne bovina recuou em 0,15% ante o mês anterior, reflexo da dificuldade no escoamento para a população.
Milho
A oferta da as caras no mercado paulista levando a queda de 1,34% na saca do cereal, referenciada nos R$ 84,82 em Campinas/SP. Quinta-feira de grande volatilidade e fechamento em queda para as cotações futuras do milho na B3. Com as tarifas impostas pelo governo Trump, a especulação sobre um possível aumento de demanda para o milho brasileiro estiveram presentes no mercado, porém, o fortalecimento do real frente ao dólar pressionou as cotações. A evolução na colheita de milho verão e o clima para a segunda safra seguem no radar. O contrato maio/25 (CCMK25) recuou 0,87%, encerrando o pregão regular a R$ 76,63/sc.
Em Chicago as cotações futuras de milho fecharam em movimento predominantemente negativo. Apesar das tarifas, a continuidade da isenção do México e Canadá trouxeram certo alívio ao mercado. De maneira geral, o cenário ainda é de cautela. O contrato mais curto, maio/25 (ZCK25), apresentou volatilidade durante o dia, mas encerrou o pregão regular praticamente no 0 a 0, cedendo 0,05%, cotado a US$ 4,58/bu.
Soja 
No mercado interno, a soja encerrou a última quinta-feira (03) com uma queda de 0,20% na referência de Paranaguá/PR, com a saca alcançando R$ 131,77, com grande impacto das desvalorizações registradas na bolsa de Chicago.
Para os contratos futuros de soja, as cotações fecharam em queda na CBOT. O mercado segue com receio, aguardando medidas retaliatórias por parte da China e UE, referente ao aumento nas taxações impostas pelos EUA. Dando força ao movimento, a queda forte nas cotações do petróleo puxaram os preços do óleo de soja para baixo. O contrato futuro de soja grão, maio/25 (ZSK25), recuou 1,75%, finalizando o pregão regular a U$ 10,12/bu.