Tarifas globais derrubam Chicago
Expectativa confirmada sobre tarifas no comércio global pelos EUA pressionam os contratos de grãos, que fecham no campo negativo. Mercado brasileiro registra pouca movimentação significativa.

Milho 

No mercado doméstico, o milho encerrou a última quarta-feira (02) com uma queda de 0,75%, alcançando R$ 85,97/sc. Dia de ajuste negativo para as cotações futuras de milho na B3. A evolução na colheita de milho de verão e a leve melhora nos mapas de chuva para a segunda safra corroboram com o movimento negativo, assim como o recuo nas cotações em Chicago. A cotação do contrato maio/25 (CCMK25) cedeu 1,57%, encerrando o pregão regular a R$ 77,30/sc.

Nesta quarta-feira, as cotações futuras de milho fecharam no vermelho na CBOT. As incertezas em relação ao efeito das taxações dos EUA sobre a demanda pelo cereal, juntamente com o aumento de área plantada pressionaram os preços. O contrato mais curto, maio/25 (ZCK25), cedeu 0,87%, encerrando a sessão regular a US$ 4,58/bu.

Boi Gordo 

Nesta quarta-feira (02/04), o mercado físico do boi gordo demonstrou firmeza, onde a maioria das regiões monitoradas registrou valorização, com exceção de São Paulo, que teve um leve recuo de 0,13%, no comparativo diário e fechou o dia com o boi gordo precificado a R$ 322,18/@. Na B3, o viés foi totalmente positivo, com o contrato para ago/25 se destacando ao subir 0,74% e encerrar o dia cotado a R$ 333,00/@.

O mercado global de carne bovina passa por transformações significativas, especialmente com a forte desaceleração das importações da China, que atingiram o menor patamar desde abr/23. No Uruguai, essa tendência foi bem acentuada, com o país registrando, no primeiro trimestre, o menor volume exportado para o mercado chinês em nove anos. Em 2023, a China representava 59% das exportações uruguaias, uma participação que caiu para 33% em 2025, uma redução de 28,5 mil toneladas. No entanto, os Estados Unidos supriram em grande parte essa queda, ampliando suas importações em 28,3 mil toneladas e elevando sua participação de 16% para 38%.

Soja 

Em Paranaguá/PR, a soja manteve estabilidade, com a saca fechando em R$ 132,04. Apesar do avanço da colheita pressionar as cotações, a valorização do dólar, que estimula as exportações, limitou uma queda mais acentuada.

Fechamento de mercado com perdas para as cotações futuras de soja em Chicago. Nesta quarta-feira, as cotações futuras de óleo de soja mantiveram seu viés altista, apoiados nas expectativas otimistas em relação ao programa de biocombustíveis. Em contrapartida, o mercado seguiu cauteloso, aguardando maiores definições sobre as políticas tarifárias nos EUA. O contrato futuro de soja com vencimento mais próximo, maio/25 (ZSK25), recuou 0,46%, finalizando o pregão regular a U$ 10,30/bu.