Começando bem
Com as pastagens em boas condições, o pecuarista consegue segurar melhor a oferta, e o preço do boi gordo apresenta ajustes positivos.
Boi gordo
O movimento de alta no preço do boi gordo perdura por mais um dia. O destaque do dia vai para Minas Gerais, que registrou um incremento de 1,69% em relação ao dia anterior, sendo precificado em R$ 306,51/@. Seguindo o mesmo caminho do mercado físico, a B3 teve ajustes positivos em seus contratos, com destaque para set/25, que valorizou 2,55% no comparativo diário e encerrou o dia cotado a R$ 337,55/@.
Os preços da reposição no Mato Grosso seguiram em queda pelo segundo mês consecutivo, com desvalorização mais intensa para os machos (-5,17%). Essa retração está atrelada ao maior descarte de fêmeas, observado principalmente nas duas primeiras semanas de março/25, quando o pecuarista encaminha para a linha de abate as fêmeas que não emprenharam na estação de monta. Esse movimento fez com que a média mensal das categorias de reposição ficasse em patamares mais baixos do que os observados em janeiro de 2025.
Milho
No mercado paulista, o milho iniciou o mês de abril em queda indicando oferta frente ao avanço da colheita do milho 1a safra, recuando para R$86,62/sc. Dando continuidade ao viés altista do pregão anterior, nesta terça-feira as cotações futuras de milho fecharam em alta na B3. O balanço de oferta de demanda apertado no curto prazo e as preocupações relacionadas ao clima para a segunda safra em abril e maio, colaboram com a sustentação dos preços. A cotação do contrato maio/25 (CCMK25) subiu 1,13%, fechando o pregão regular a R$ 78,60/sc.
Terça-feira com encerramento de pregão no positivo para as cotações de milho na CBOT. Apesar do relatório baixista, onde USDA trouxe uma projeção de aumento de área cultivada com milho na safra 25/26, os estoques trimestrais mais curtos e o bom andamento do programa de exportação fomentaram a valorização do grão. O contrato maio/25 (ZCK25), subiu 0,98%, encerrando a sessão regular a US$ 4,62/bu.
Soja
No mercado interno, a soja permaneceu praticamente estável, com a saca cotada a R$ 132,10 em Paranaguá/PR. As negociações foram impactadas pela queda nos prêmios, enquanto a valorização dos contratos no mercado internacional conteve uma baixa mais expressiva da oleaginosa.
Nesta terça-feira, as cotações futuras de soja encerraram o dia com altas próximas a 2% influenciadas pelas cotações de óleo que subiram forte nesta terça-feira, com altas superando 5% diante de expectativas positivas para o novo programa de biocombustíveis nos EUA. Para soja grão, o contrato mais curto, maio/25 (ZSK25), avançou 1,92%, finalizando o pregão regular a US$ 10,34/bu.