Guerra comercial em foco
Após a fala do presidente norte americano, Donald Trump, sobre a China ter descumprido o acordo firmado em Zurique, mercado sente forte impacto com ameaças de taxações.
Milho
No mercado interno, a pressão continuou e o milho fechou esta segunda-feira recuando 0,15%, com a saca sendo cotada a R$ 68,85. Na B3, o viés também foi de recuos para o dia, pois os preços seguem sendo pressionados pelo avanço da colheita de segunda safra. O contrato com vencimento em julho/25 (CCMN25) encerrou o pregão regular cotado a R$ 62,73 por saca, com uma retração de 0,35 % em relação à sexta-feira (30/05).
Em Chicago o fechamento de mercado foi de recuos para as cotações futuras do milho. O cereal foi pressionado pelo recuo da soja e de outros ativos do complexo, em meio à intensificação das tensões comerciais entre Estados Unidos e China. O contrato Jul/25 (ZCN25) recuou e encerrou o pregão com baixa de 1,30 %, cotado a US$4,38 por bushel.
Boi gordo
No primeiro dia do mês de junho, o mercado físico segue em estabilidade para a maior parte das praças pecuárias. O destaque foi o estado do Pará, que registrou desvalorização de 0,60% em relação ao dia anterior, com a arroba cotada em média a R$ 280,99. No mercado futuro, a B3 encerrou o pregão com variações positivas. O mês de out/25 se destacou com valorização de 2,34% ante o dia anterior e teve seus contratos cotados em R$ 347,80@.
Apesar dos muitos frigoríficos estarem fora de compras devido aos bois a termo e ação de pressão sobre os preços do boi, os preços se mantém estáveis e as escalas de abate continuam como da sexta-feira, sem alteração na média brasileira. A estratégia frigorífica tem se mostrada ineficaz diante a oferta limitada e o produtor conseguindo segurar os animais no pasto.
Soja
Diferente do dia anterior, o cenário para a soja virou para negativo, com retração de 1,01% encerrando a segunda-feira (02) com a saca sendo negociada a R$ 133,20 na praça de Paranaguá. O mercado reflete a combinação da oferta sul-americana, o avanço do plantio nos EUA e os efeitos das tarifas americanas, que vêm gerando reações dos países atingidos.
Para as cotações futuras de soja o panorama também foi negativo em Chicago. Os preços do grão foram pressionados pelo recuo do óleo de soja, que por sua vez está sendo influenciado por preocupações com as políticas de biocombustíveis nos EUA, além dos mercados estarem de olho no clima do meio-oeste do país norte americano e nas tensões geopolíticas. O contrato de soja grão com vencimento em jul/25 (ZSN25) encerrou o pregão com declínio de 0,79%, cotado a US$10,33 por bushel.