Atacado travado
Consumo retraído e altos preços impactam negativamente o atacado, sinalizando dificuldades no escoamento.
Boi gordo
A arroba brasileira fechou o dia em estabilidade, com uma variação de -0,05%, com valor médio de R$ 309,60/@. Ao contrário do movimento da maior parte das praças, Minas Gerais fechou a terça-feira com uma desvalorização de -0,99% e o boi gordo fechou cotado a R$ 319,13/@ no estado mineiro. A movimentação baixista se prolonga na B3, com o vencimento para mai/25 encerrando o dia com queda de 0,75% e cotado a R$ 322,70/@.
Apesar dos produtos de negociações da semana passada terem se esgotado, os distribuidores ainda não demonstraram interesse em repor seus estoques, já que as vendas estão em um momento de instabilidade. Até o dianteiro de boi (atualmente cotado em R$ 18,00/kg) e a ponta de agulha (cotada em R$ 18,50/kg), os quais estavam com uma saída melhor para o mercado, não conseguiram atingir a liquidez completa. A baixa no mercado durante esse momento não é atípica, tendo em vista o período de início de ano e final de mês.
Milho
O mercado interno do milho registrou uma leve valorização no último dia 21/01, alcançando R$ 74,02. Oscilações mistas voltaram a ser observadas para os futuros de milho nesta terça-feira na B3. Enquanto o contrato de vencimento mais curto apresentou recuo, os vencimentos mais longos permaneceram sustentados, refletindo a valorização das cotações externas da commodity e as preocupações com a janela de plantio do milho 2ª safra no Brasil. O contrato março/25 (CCMH25) registrou queda de 0,91%, fechando o pregão regular de 21/01 cotado a R$ 77,46/sc.
Na CBOT, os futuros de milho retomaram as negociações após o feriado em território positivo, impulsionados pela alta do trigo, do complexo soja em Chicago, e pelos dados das inspeções de embarques dos EUA na temporada 2024/25, que totalizaram 1,541 milhão de toneladas até 16/jan, superando as expectativas de mercado. O contrato março/25 (CH25) avançou 1,19%, encerrando a sessão diurna de 21/01 cotado a US$ 4,90/bu.
Soja
No mercado interno, a soja apresentou valorização pela segunda sessão consecutiva em Paranaguá/PR, com a saca cotada a R$ 134,44, impulsionada pelo avanço do mercado internacional. Esse desempenho reflete também as crescentes preocupações geopolíticas que adicionam incerteza ao cenário da oleaginosa.
Valorizações superiores a 3% foram registradas para os futuros de soja em grão na última terça-feira na Bolsa de Chicago, refletindo o expressivo avanço dos futuros do farelo de soja e o atraso na colheita no Brasil, maior produtor e exportador mundial da oleaginosa. O contrato março/25 (ZSH25) alcançou o maior fechamento diário desde 08/10/2024, sendo cotado em 21/01 a US$ 10,67/bu, com alta de 3,22%.